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It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

Sou feita de música

Estou a digerir ainda. Eram 22.00 e ouvia os primeiros acordes de Head up e senti que ia ser um bom concerto. Do Gore, album do ano passado, veio apenas a Phantom Bride e eu pus as mãos ao céu.

Poucas coisas neste mundo me deixam tão feliz quanto um bom concerto. Quando esse concerto é de uma das minhas bandas preferidas, melhor. Quando acontece numa sala de espétaculos cuja principal queixa é a acústica e eu percebo que, vá, podia ser pior, melhor.

A sala estava a meio gás. O SBSR deixou de ser Super Rock há uns anos, virado para uma vertente mais comercial. Assisti a um desfile de Coachelas desde o Vasco da Gama até à entrada do recinto. Espirito de festival? Zero. Pouco me interessava, também.

Mas, dizia eu, a sala estava a meio gás, mas com as pessoas ansiosas pelo que lá vinha. Espaço para xuxu, para me pôr de frente ao palco e ter o Chino a dois passos de mim. Entra a My own summer e fico na certeza que sairei dali rouca. Foi tão bom, que ficava lá certamente mais uma hora, para além daquela que durou o concerto, um concerto sem falhas. Faltaram-me temas do album Deftones, como Minerva. Mas porra, a Digital Bath ao vivo é coisa de arrepiar. Não falando da Change e das lágrimas de felicidade-tristeza-nostalgia que me rolavam enquanto cantava tão alto quanto podia num coro de centenas.

Tive a certeza, naquele sábado, de que sou feita de música, porque não houve uma única, nem a Phantom Bride que não me trouxesse mil momentos e emoções. E fui tão, mas tão feliz, que só lhe senti a falta em bom, de sorriso nos lábios e música na alma, cheia de memórias nossas que me desfilavam diante os olhos. Felizes, felizes, como chegámos a ser.

 

 

 

(Nosso, melhor que este concerto, em mim, só MM)

Telegrama #70

Quando tentas explicar ao teu chefe porque é que estás a demorar numa coisa que ele acha que é rápida e ele te vira as costas e diz que não quer saber, com ar de quem te quer dizer que passas o dia a coçá-la (desculpem...) e que não entendo como é que em dois dias não fizeste um report de 6 meses com todos os dados e mais alguns, mais os impostos e as respostas aos e-mails e socorreres as minhas dúvidas parvas porque sou um acéfalo.

 

 

 

 

 

Tinha mesmo que desabafar.

Telegrama #68

Dormi mal. Acordei às 4.30 da manhã e pus-me a pensar em merdas que não devia. É triste perceber que dificilmente voltaremos a falar com alguém que nos foi importante. E perceber que ainda que custe, é a melhor maneira...

Afinal...

Após inúmeras tentativas, deixei de fumar. Esta é a primeira permissa para o sucesso da coisa. Não estou a deixar, não é gradual, não é um work in progress. Não fumo desde que apaguei o meu último cigarro e deixei de fumar nesse preciso momento. Eram 16h16m de dia 15 de junho. Não passou muito tempo para muitos que me ouvem e que duvidam de mim. Mas eu não tenho dúvidas nenhumas sobre ter sido a melhor decisão da minha vida.

Comecei a fumar entre os 13 e os 14 anos, já não me lembro ao certo. De qualquer forma, falamos de 15 ou 16 anos da minha vida a fumar, com alguns períodos de abstinência pelo meio. Tenho que lhe chamar abstinência porque, de facto, o que penei naqueles momentos foi dose. Recaí sempre.

Prometi-me que antes dos 30 haveria mudanças a fazer na minha vida. Os 29 estão a ser um ano pleno de mudanças. Em todos os aspetos. Prometi-me que não fumaria às 3 décadas. Que era coisa que ficaria para trás. Está a ser estupidamente fácil. Se me lembro do tabaco? Sim. Se penso "Ah agora fumava um cigarro"? Sim. Para no momento seguinte sorrir e pensar " que disparate!".

Não toco num cigarro há 13 dias. Para mim significam muitas horas sem fumar, mais de 250 cigarros não fumados e a certeza de que dificilmente voltarei a tocar num cigarro, por saber que cairei outra vez e não quero. Não quero por mil motivos mas, principalmente, porque nunca me senti tão bem. Tão bem disposta, tão feliz, tão enérgica. Não me recordo da J.B. pré tabaco, que conheci há tantos anos. Mas vivo na certeza de que ela está aqui, estava era escondida de todo o fumo.