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It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

A inevitabilidade.

Domingo acordei cedo, com o Zé a pedir rua e brincadeira. Levantei-me atabalhoada, alardeada de todo, depois de duas noites em que bebi muito, fumei mais, e dormi pouco para lhe aceder aos pedidos.

Deitei-me, mais tarde, após satisfazer os reais pedidos caninos, no sofá, quando o telefone toca, trazendo a notícia que aguardei durante todo o fim-de-semana. A inevitabilidade atingiu o meu Garoto, o meu Piqueno Marx, quando eu estava a quilómetros de distância. A inevitabilidade chegou e eu não podia fazer nada. Nada do que fizesse ou dissesse surtiria qualquer tipo de efeito. A inevitabilidade veio, e veio para fazer dele o super-homem, para fazer dele uma pessoa crescida e pilar dos que lhe são pilares também. E eu não podia fazer nada.

 

Mas estive lá. E entrei, a medo, com medo dele... e dela. Com medo de melindrar, de acharem que estava a provocar quando eu só queria mesmo estar lá para ele naquela que era a pior hora de todas. Entrei com as pernas a tremer, feitas em gelatina. Entrei e olhei à volta. Procurei-o. Vi-a. Tremi. Vi-o. Ele viu-me. Olhei-o e, a medo, muito muito medo, trocámos dois beijos, guardando uma distancia de segurança. E, de repente, sem aviso, quando eu preparava para me afastar e deixá-lo ser engolido pelo mar de gente à sua volta, quando a cara dele se desencosta da minha e tudo indica que ele vai voltar para o lado da mãe, ele abraça-me. Abraça-me mesmo, com a força de mil abraços que haviam ficado por dar, cheios de gratidão, conscientes de que eu não menti nunca quando lhe disse que jamais lhe falharia, que estaria para ele sempre que ele precisasse.

 

E, no fim de tudo, quando volto junto dele para me despedir, quando o olho nos olhos e me dirijo a ele com as nossas palavra, senti todo o amor do mundo correr-me nas veias e inundar-me os olhos. E abracei-o. E ele abraçou-me.

Trust issues

Depois não querem que eu tenha problemas de confiança. Eu não confio nas pessoas. E com todos os motivos. Como posso confiar quando, anos depois continuo a descobrir coisas?

Updates.

1. Mandei uma sms em branco ao Garoto porque sou estúpida e me enganei e não pesco um corno do telefone novo.

2. Percebi que o Falecido ainda andava vai não vai cheio de merdas para resolver comigo e, afinal, já andava com a actual.

3. Percebi que estou toda queimadinha e tenho pânico de sentimentos e merdas.

4. Acho que ganhei um certo medo de me magoar e então esquivo-me às situações que podem levar isso.

5. Esquivo-me muita mal, porque vou sempre lá parar.

6. O "ele" (a sério que tenho que lhe arranjar um nome...) ainda aqui anda. E vai andando. E andamos os dois sem saber muito bem o que é que andamos a fazer. Mas é bom...

J.B. e a astrologia.

Não sei, e já o disse aqui, se acredito nesta coisa dos signos. Mas, o que é certo, é que volta e meia a coisa bate certo. Tudo bem que as previsões gerais, e tendo em conta os milhares de milhões de pessoas com o mesmo signo, baterão sempre certo para alguém. Mas, e a descrição das características dos nativos? E quando se trata de um horóscopo mais personalizado que bate certinho? Lá está, é como os espanhóis dizem das bruxas.

 

Mas, mais uma vez, lá me apareceu uma descrição que bate certo. A saber:

 

Aqueles que pensam que as pessoas de Capricórnio pode ser resumidas em sua ambição mundana estão redondamente enganados. Além de serem trabalhadoras cuidadosas, espertas e ambiciosas, no fundo de seu coração, vocês também são um tipo de mágica, pesquisadoras de mistérios. Manipular e organizar as coisas do mundo não é uma pequena realização, e exige mais que uma simples e ordinária paciência. Em qualquer que seja a sua área de realização, externa ou interna, você aplicará os mesmos princípios, e eles se resumem em uma só palavra: maestria.

Não é fácil conhecer as capricornianas. Muitas pessoas de Capricórnio têm de assumir responsabilidades ou dificuldades na infância - e você aprendeu há muito tempo a não reclamar. Você provavelmente aprendeu quando tinha três anos que deve deixar a outra pessoa mostrar suas cartas antes, e manter um ás ou dois na manga. Desconfiado? Sim, é possível dizer isso. Às vezes as suspeitas ficam grandes demais e tornam-se uma profunda descrença diante da vida e das pessoas. Mas o lado positivo é a cautela e o realismo. Você, mais que qualquer outro signo, sabe que boas coisas não são distribuídas por aí, gratuitamente.


Tudo para você é uma negociação, mesmo quando seus motivos são genuinamente nobres e altruístas. A tônica de todos os signos de terra é o realismo e Capricórnio é, por excelência, o signo do motivo ulterior. É um signo de uma imensa sutileza. Ninguém realmente conhece seus motivos e você, raramente, faz algo sem um propósito. Toda aquela espera com atenção, assessoramento, trabalho duro e sacrifício são direcionados para um fim. Pode ser que você represente por um tempo o papel do serviçal humilde sem ambições, enquanto espera e planeja - esse papel não se encaixe em você muito bem.~

 

Capricornianas gostam de ter autoridade e, freqüentemente, passam muito tempo da infância rechaçando a autoridade alheia enquanto descobrem como desenvolver a sua. Não há momentos para perder tempo nem espaço para brincadeiras inúteis. A inteligência capricorniana é geralmente irônica, cheia de um sentimento de incongruência para com a vida. Essa é parte de seu charme discreto. Mas a vida, para você, é uma coisa séria e a sobrevivência significa maestria. Para uma capricorniana, o mundo não é um lugar amigo nem abundante. Você não acha que nada vem de graça, muito menos a sorte.


Seus objetivos dão um sentido à sua vida e alcançá-los poderá valer mais que romances. Paqueras apaixonadas e impulsivas são muito boas, mas não são muito permanentes e não garantem um teto sobre sua cabeça. Todo esse realismo pode levar a uma sensação profunda de isolamento e solidão. Também pode levar a uma vontade forte de ter poder. E essa pode uma de suas maiores dificuldades em um relacionamento: você acha imensamente difícil abrir mão do controle.


As pessoas de Capricórnio não são grandes jogadoras na esfera das paixões. Virar um bobo apaixonado não lhe parece algo divertido. Uma vez seguro, no entanto, é provável que o lado mais profundo e carinhoso de sua natureza sobressaia. Capricornianas estão longe de serem materialistas implacáveis (exceto quando necessário) e são, muitas vezes, almas reflexivas e profundamente introvertidas. Esse signo é conhecido pelo seu "florescimento tardio". Isso significa que você tem que fazer as coisas difíceis antes. A liberdade e a alegria virão depois.


No seu coração você é um construtor e muitas vezes bem altruísta, construindo pelos outros com sua imensa habilidade e força de vontade. Por trás daquele garbo extremamente convencional está o potencial de um conhecimento rico e profundo, não baseado em teorias abstratas e filosofias, mas na experiência real.

 

50 questões, 50 respostas

1.Quantos anos terias se não soubesses quantos anos tens?
Hmm, arriscaria uns 16.
2. O que é pior, fracassar ou nunca tentar?
Nunca tentar, sem dúvida. O não está sempre garantido. Ao menos tenta-se o sim.

3. Se a vida é tão curta, porque é que fazemos tanta coisa que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
Porque somos parvos. Estamos mais preocupados em agradar a terceiros do que a nós mesmos. Estamos mais preocupados em estar integrados do que em ser felizes.

4. Depois de tudo dito e feito, terás dito ou feito mais?
Acho que andará ela por ela. A ganhar, ganha o feito. Terei sempre feito mais, demonstrado mais. As palavras de pouco valem.

5. Cita uma única coisa que gostarias de mudar no mundo.
O egoísmo do ser humano.

6. Se a felicidade fosse a moeda do país, que tipo de trabalho te faria rico?
O meu trabalho faz-me feliz. Maaaaaas, qualquer coisa relacionada com música, sei lá.

7. Estás a fazer aquilo em que acreditas ou acomodaste-te com o que fazes?
Devo ser das poucas pessoas no mundo que faz aquilo que gosta, da forma que gosta, aproveitando para defender aquilo em que acredita.

8. Se a expectativa de vida fosse de 40 anos, em que é que isso mudaria a tua vida?
Pouco ou nada. Vivo um dia de cada vez e aproveito-o muito! 

9. Até que ponto controlaste o caminho que tua vida tomou até aqui?
Eu acho que a vida é feita de escolhas. E as coisas acontecem porque fizemos determinada escolha. Essas escolhas serão sempre, em última instância, nossas. Portanto, poucas foram as coisas na minha vida que não controlei.

10. Preocupaste em fazer certo as coisas ou fazer as coisas certas?
Fazer as coisas certas. Se der para fazer da forma certa, é bónus.

11. Estás a almoçar com três pessoas que respeitas e admiras. Todas elas começam a criticar um amigo íntimo teu, não sabendo que é seu amigo. A crítica é injusta e de mau gosto. O que fazes?
Já aconteceu. Chamei a atenção e pedi que, fosse qual fosse a opinião deles, respeitassem o facto de aquela pessoa ser minha amiga. Também há pessoas de quem eu não gosto, e exijo que respeitem isso. Quanto às críticas infundadas e injustas, tentava explicar que não era bem assim mas, lá está, cada um tem direito à sua opinião. Não se pode agradar a gregos e a troianos.

12. Se pudesses dar um único conselho a um recém-nascido, qual seria?
Não deixes que o mundo te corrompa o carácter.

13. Passarias por cima de uma lei para salvar uma pessoa amada?
Todas. 

14. Já viste loucura onde depois viste criatividade?
Já.

15. Há algo que sabes que fazes diferente das outras pessoas? O que é?
A forma como lido com as relações de amizade/amor e como as articulo. Poucas são as pessoas que põem os amigos à frente de tudo. Eu ponho.

16. Porque é que o que te faz feliz não faz todos felizes necessariamente?
Porque cada um é como cada qual. Nem toda a gente tem a mesma visão do mundo, nem toda a gente sente o mesmo que eu... fogo, poucas são as pessoas que percebem o que eu sinto. E isso faz de cada pessoa única. O que leva a que cada um tenha a sua ideia de felicidade e, consequentemente a sua forma de lá chegar.

17. Cita uma coisa que ainda não fizeste mas que queres MUITO fazer. O que te impede?
Hmmm neste momento quero muitoooo ir dormir mas não posso porque estou a trabalhar.

18. Estás a prender-te a algo que não deverias?
Estou sim senhor.

19. Se tivesses que mudar de país, para onde irias e porquê?
Inglaterra, porque sim. E porque aquele British accent me tira do sério. xD

20. Apertas o botão do elevador mais do que uma vez? Tens certeza de que isso acelera o elevador?
Não faço isso ahah

21. Preferiria ser um génio preocupado ou um Zé-ninguém feliz?
Um Zé-ninguém feliz.

22. Por que é que és quem és?
Aí está uma grande pergunta. Por tudo o que passei na minha curtíssima existência. Por tudo o que vi, ouvi, vivi. E, acima de tudo, por todas as pessoas que passaram pela minha vida.

23. Tens sido o tipo de amigo que gostavas de ter como amigo?
Sempre. Vivo pela máxima do "Exijo aos outros o mínimo do que dou", portanto... 

24. O que é pior, quando um bom amigo vai para longe ou perder o contacto com um amigo que mora bem próximo de ti?
Quando um bom amigo vai para longe, sem dúvida. Perder o contacto não significa, necessariamente, perder um amigo. Se for a sério, ele estará lá sempre, no matter what. Já o outro, longe... as saudades doem.

25. Cita algo pelo qual estás mais grata.
A minha vida, exactamente como é.

26. Preferirias perder as tuas velhas recordações ou nunca poder construir memórias novas?
Tenho mesmo que escolher? Aiii... perder as velhas recordações é perder a identidade... mas se pudesse contruir novas, pronto... Mas ficar com as velhas e não poder construir novas é ficar parado no tempo. Nenhuma, por favor.

27. É possível saber a verdade sem antes questioná-la?
Não. 

28. O teu maior medo já se concretizou?
Não... e é bom que se mantenha assim.

29. Lembraste de algo que te deixou extremamente aborrecida há 5 anos? Hoje, aquele episódio importa?
Lembro... e não, não importa e até dá para rir.

30. Qual é tua memória da infância mais querida? O que a faz tão especial?
Hm, memória de infancia mais querida? Eu e o mano, a dormir encostadinhos no sofá. Porquê? Porque dificilmente vai voltar a acontecer xD

31. Quando no teu passado recente te sentiste mais viva e intensa?
25 de Abril de 2012.

32. Se não agora, quando?
Nunca. Se é para ser, que seja agora, como dizem os Deolinda.

33. Se ainda não alcançaste o que queres, o que tens a perder?
Nada. Absolutamente nada. 

34. Já estiveste com alguém, não disseste nada, e saíste com a sensação de que tiveste a melhor conversa da tua vida?
Já :)

35. Porque é que religiões que pregam o amor causam tantas guerras?
Porque atracado a elas vem a questão do fanatismo. É como os homens e o tamanho das pilas - a minha é sempre melhor que a tua. 

36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?
Não. São conceitos absolutamente relativos. O que é bom para mim não tem que ser, necessariamente, bom para ti.

37. Se ganhasses 1 milhão de euros, largarias o teu emprego?
Nunca.

38. Preferirias ter menos trabalho ou mais trabalho em algo que realmente gostes?
Exactamente este trabalho.

39. Sentes que viveste este mesmo dia 100 vezes?
Não.

40. Quando foi a última vez que entraste na escuridão com apenas uma vaga luz de ideia de algo em que acreditavas?
Não foi há muito tempo... e estou a começar a sair só agora.

41. Se todos os teus conhecidos morressem amanhã, quem visitarias hoje?
A minha família.

42. Concordarias reduzir a tua vida em 10 anos para ser super atraente ou famosa?
Não.

43. Qual é a diferença entre estar viva e viver plenamente?
A diferença é o verbo - estar e viver. Respondem por si. Estar é isso mesmo, estar. Presença física nesta coisa da vidinha. Viver... viver é aproveitar a vida, tomar-lhe as rédeas, assumir o controlo e curtir muito.

44. Quando vai ser o tempo de parar de calcular os riscos e apenas seguir adiante e fazer o que é certo?
Dificilmente acontecerá. Eu cá só arrisco depois de calcular todas as possíveis consequências.

45. Se aprendemos com nossos erros, porque é que temos tanto medo de errar?
Porque dói.

46. O que farias diferente se soubesses que ninguém te julgaria?
Hm não sei... Sinceramente.

47. Quando foi a última vez em que reparaste no som da tua respiração?
Esta noite.

48. O que amas? As tuas ações recentes refletem esse amor?
A música! E a minha família.. e sim, reflectem, que eu cá, volto a dizer, acho que as palavras são ocas.
49. Daqui a 5 anos, vai lembrar-te do que fizeste ontem? E ante-ontem? E no dia anterior?
estes últimos três dias foram muito violentos, portanto, sim, vou.

50. As decisões são feitas agora. A pergunta é: estás a decidir só por ti ou a deixar que outros decidam por ti?
Estou a decidir por mim... maaaas, há pessoas que me levam a tomar essas decisões.

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