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It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

Afinal...

Após inúmeras tentativas, deixei de fumar. Esta é a primeira permissa para o sucesso da coisa. Não estou a deixar, não é gradual, não é um work in progress. Não fumo desde que apaguei o meu último cigarro e deixei de fumar nesse preciso momento. Eram 16h16m de dia 15 de junho. Não passou muito tempo para muitos que me ouvem e que duvidam de mim. Mas eu não tenho dúvidas nenhumas sobre ter sido a melhor decisão da minha vida.

Comecei a fumar entre os 13 e os 14 anos, já não me lembro ao certo. De qualquer forma, falamos de 15 ou 16 anos da minha vida a fumar, com alguns períodos de abstinência pelo meio. Tenho que lhe chamar abstinência porque, de facto, o que penei naqueles momentos foi dose. Recaí sempre.

Prometi-me que antes dos 30 haveria mudanças a fazer na minha vida. Os 29 estão a ser um ano pleno de mudanças. Em todos os aspetos. Prometi-me que não fumaria às 3 décadas. Que era coisa que ficaria para trás. Está a ser estupidamente fácil. Se me lembro do tabaco? Sim. Se penso "Ah agora fumava um cigarro"? Sim. Para no momento seguinte sorrir e pensar " que disparate!".

Não toco num cigarro há 13 dias. Para mim significam muitas horas sem fumar, mais de 250 cigarros não fumados e a certeza de que dificilmente voltarei a tocar num cigarro, por saber que cairei outra vez e não quero. Não quero por mil motivos mas, principalmente, porque nunca me senti tão bem. Tão bem disposta, tão feliz, tão enérgica. Não me recordo da J.B. pré tabaco, que conheci há tantos anos. Mas vivo na certeza de que ela está aqui, estava era escondida de todo o fumo.

International you day

O meu primeiro namorado de sempre faz anos hoje. 31 anos. Conhecemo-nos há uma vida atrás. Há 15 anos. O meu primeiro namorado, que foi o meu primeiro amor e a quem dei umas valentes chapadas porque só fazia bostas, foi pai pela primeira vez na semana passada. Vejo a vida correr-lhe tão feliz que se me enche de felicidade a minha também.

 

Que sejas imensamente feliz. Que essa garota te traga milhões de sorrisos. Que a embales sempre com esta e lhe faças concertos privados à cabeceira.

Parabéns!

Na minha terra

Na minha terra entro para o Pinhal de Leiria, mata nacional, tenho a maior área e digo sempre que devia ser Pinhal da Marinha e não de Leiria.

Na minha terra há umas casas na Guarda Nova e ali ao Engenho, mesmo à entrada da Mata.

Essas casas estão desabitadas e ao abandono. Eram as casas dos guardas florestais. Já não há guardas florestais. Acabaram com eles. Foram incorporados na carreira geral da GNR. Mas os Guardas Florestais não são GNRs. Faziam patrulhamento das florestas nacionais, e não das estradas. Reforçavam junto dos proprietários dos terrenos a obrigação de limpeza. Faziam fiscalização. Ajudavam na prevenção.

Cada vez mais acho que os guardas florestais fazem falta. Fazem muita falta.

As causas da tragédia que acontece no Pedrógão Grande podem ter sido naturais. Não estamos habituados a que assim seja, mas é uma possibilidade. Mas e se, aliado a essas causas naturais estiver a má limpeza de terrenos e caminhos, mau planeamento e ordenamento do território, fraca (fraquíssima!!!!) fiscalização, caminhos impossíveis de fazer? O afastamento, o desaparecimento de uma entidade que tinha como responsabilidade única as nossas florestas parece-me igualmente criminoso. E nestes dias, não atribuindo culpas, porque o que importa é que passe depressa, não consigo não pensar como seria a nossa realidade se mantivéssemos aquela equipa.

 

Que a chuva que se vai sentido no meu distrito hoje não dê tréguas. Que se apague o fogo. Que pensemos muito sobre a importância dos nossos recursos e a sua necessidade de preservação.

Telegrama #65

Voltei de férias hoje (mini-férias, vá) e já estava capaz de arrancar outra vez. Trago uma dor nas costas que deve ser o meu corpitxo a alertar para o facto de que o trabalho não fará bem à saúde!