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It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

It takes two to tango

Porque o que um não quer, dois não fazem.

São coisas da vida.

Há passos difíceis de dar. No meu caso, foi-me difícil largar da mão de D. Baby-Gadelhudo. Por muitos motivos: porque estava carente, porque era um apoio, porque não desisto das coisas com facilidade... porque sou parva.

Hoje, enquanto vinha ensonada no comboio, passei uma das últimas conversas da nossa relação em retrospectiva, e pensei "que raio... para que estiveste tu a adiar o inevitável?". Dói, claro que dói, claro que custa sair de uma relação, mas já percebi que há todo um mundo lá fora.

Tenho vivido tanto desde que acabámos que percebi que não era eu que me fechava, mas era a circunstância de namorar com um introvertido que tinha folgas durante a semana, pelo que todo o bocado de tempo livre que tivesse seria para estar com ele e, quando não dava, ficava a anhar em casa. Têm sido raros os fins-de-semana em que não saio de casa, fiz novos amigos e retomei o contacto com amigos antigos. Passei por situações caricatas. Cresci. Fogo, cresci tanto nestes últimos seis meses que quase não me reconheço e espanto-me com as coisas que às vezes me saem da boca.

O medo de estar sozinha, esse bicho papão, foi-se. Não estou sozinha. De todo. E quando estou, mesmo assim, sou feliz.

Não tenham medo de dar passos em frente, se sabem, no íntimo de vós, que será o melhor. Porque foi o melhor que fiz.