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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

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Sou feita de música

Estou a digerir ainda. Eram 22.00 e ouvia os primeiros acordes de Head up e senti que ia ser um bom concerto. Do Gore, album do ano passado, veio apenas a Phantom Bride e eu pus as mãos ao céu.

Poucas coisas neste mundo me deixam tão feliz quanto um bom concerto. Quando esse concerto é de uma das minhas bandas preferidas, melhor. Quando acontece numa sala de espétaculos cuja principal queixa é a acústica e eu percebo que, vá, podia ser pior, melhor.

A sala estava a meio gás. O SBSR deixou de ser Super Rock há uns anos, virado para uma vertente mais comercial. Assisti a um desfile de Coachelas desde o Vasco da Gama até à entrada do recinto. Espirito de festival? Zero. Pouco me interessava, também.

Mas, dizia eu, a sala estava a meio gás, mas com as pessoas ansiosas pelo que lá vinha. Espaço para xuxu, para me pôr de frente ao palco e ter o Chino a dois passos de mim. Entra a My own summer e fico na certeza que sairei dali rouca. Foi tão bom, que ficava lá certamente mais uma hora, para além daquela que durou o concerto, um concerto sem falhas. Faltaram-me temas do album Deftones, como Minerva. Mas porra, a Digital Bath ao vivo é coisa de arrepiar. Não falando da Change e das lágrimas de felicidade-tristeza-nostalgia que me rolavam enquanto cantava tão alto quanto podia num coro de centenas.

Tive a certeza, naquele sábado, de que sou feita de música, porque não houve uma única, nem a Phantom Bride que não me trouxesse mil momentos e emoções. E fui tão, mas tão feliz, que só lhe senti a falta em bom, de sorriso nos lábios e música na alma, cheia de memórias nossas que me desfilavam diante os olhos. Felizes, felizes, como chegámos a ser.

 

 

 

(Nosso, melhor que este concerto, em mim, só MM)

Telegrama #68

Dormi mal. Acordei às 4.30 da manhã e pus-me a pensar em merdas que não devia. É triste perceber que dificilmente voltaremos a falar com alguém que nos foi importante. E perceber que ainda que custe, é a melhor maneira...

Desabafo #1

Estou numa apatia que dói. Expressão fechada, carregada de uma dor que de tanto doer já não sinto. Sou uma pessoa forte, aguento tudo de sorriso na cara. Quem me vê não adivinha o que está cá dentro, o que tenho às costas. Com tanta coisa que já passei, vou-me aguentando sem me deixar ir abaixo. Mas hoje estou apática. Sem sorrisos ou vontade de falar com pessoas. Não se passou nada. Está tudo igual e, posso afirmar, o mais calmo que tem estado no último ano. Estou a lidar (muito) bem com o fim da rlação-não-relação. Melhor do que alguma vez achei. Aceito, finalmente. Vivo a minha vida tranquila. Mas dói. Mói. Não sei como fazer para deixar de doer. Sei que é tempo, mas conto os dias e não dói menos. Também não dói mais. Só dói. Uma dor estranha que se alojou cá dentro.

Das coisas giras que o namorado me ensina

Sabem a origem da palavra Fuck? Pois eu também não sabia. Há umas semanas, em conversa com D. Baby-Gadelhudo, dizia que um casal meu amigo foi viver para as Inglaterras e que descobriram que, para dormir juntos tinham que pagar uma taxa qualquer (informações da imobiliária). Conversa puxa conversa até que ele me explica a origem da palavra Fuck, outrora acrónimo para Fornicate under consent of the King. Basicamente, se um homem queria dormir com uma mulher e ela dissesse que não, podia ir pedir ao Rei. Se este assentisse, a senhora tinha que abrir a perna. Isto. O Rei mandava nas mulheres do reino e xiu. 

 

É isto. Pronto. 

Daqueles dias

O despertador não tocou. Valha-me uma colega que me ligou às 8.45h. Saltei da cama num ápice e corri para não me atrasar mais. As lentes de contacto ficaram em casa e só me apercebi disso quando peguei no carro e tudo o que via eram os contornos desfocados a fundirem-se num só. Carros e árvores e sinalização luminosa numa mancha colorida. Comboio, metro, autocarro. Os olhos que teimam em não abrir. Dormia um sono tão descansado, tão calmo. Descobri que ranjo os dentes à noite e D. Baby diz que ando muito nervótica* , que lhe bato à noite e dou pulos quando adormeço (esta parte eu sei que é verdade...). Preciso de marcar uma consulta para o dentista. Preciso de orientar um plano nou outro de organziação da minha vidinha. Preciso de saber como estamos de futuro na empresa, que me abraçou e tem tratado tão bem neste último ano. O meu estágio-emprego-ocupação-de-posto-de-trabalho está a terminar e eu ainda não sei como é, nesta contagem decrescente aflitiva.

 

Ai, e o tempo cinzentão...

Que andas a fazer, J.B.?

Foi uma semana longa e cheia de sorrisos. Não sorri por motivo nenhum em especial. Ando bem, calma e feliz. As coisas seguem o curso que têm de seguir. Chovesse ou fizesse sol, acordei todos os dias da semana com um sorriso nos lábios. Até quando recebi a resposta a um concurso público que não correu tão bem como queria, sorri. E tenho levado assim esta semana. Uma semana que tinha tudo para ser difícil. Estou a ganhar o meu espaço no trabalho e sinto isso. Ando mais motivada e o ambiente anda melhor. Respiro fundo, não me atiro de cabeça para nada. Tenho acordado com tempo e vontade de acordar. Tenho até tido tempo de me maquilhar e, em 80% das vezes, acordo com fome e tomo pequeno-almoço (shame on me, que não o fazia há anos).

 

Tenho percebido muitas coisas, neste último mês, e, principalmente, tenho-me conhecido a mim e tenho compreendido algumas atitudes e reações minhas em determinadas situações. Tenho-me permitido ser humana. Tenho-me permitido falhar e, acima de tudo, tenho aprendido com isso. Não é fácil, para mim, capricorniana de gema, admitir falhas, erros, fragilidades. Tenho conseguido isso tudo, para mim e para os outros. Peço ajuda, vou falando. Melhor, vou falando, devagarinho, com D. Baby, sobre as minhas coisas, as minhas inseguranças. Ele vai percebendo, e eu vou estando menos insegura. E isso traduz-se nessa leveza e nesses sorrisos todos de que vos falei antes. Porque, quando há centelhas de dúvida, já as consigo afastar. As ansiedades vão embora e reina a paz. Sinto-me bem, tão bem, que vos afirmo aqui, não se passou nada de mais esta semana, mas senti que tenho vivido tudo, da melhor maneira. As mais pequenas coisas. E por isso, hoje, deitada na cama de D. Baby, a olhar para a tv enquanto ele está encarcerado a trabalhar no seu projecto, sinto que tive o melhor dia que tenho tido nos últimos anos. Que sou feliz, que estou absolutamente apaixonada por ele, por nós, pela minha vida, e que estou a reaprender esta coisa das relações. Que ele não foge, que volta sempre. 

Because I realized he's mine... Indeed a fool am I.

 

Retomamos, assim, a programação normal. Hoje foi dia de Sushi em Lisboa, seguido de sessão de cinema no S. Jorge. Sim, fomos à Monstra 2015. O filme, esse, era a coisa mais fofinha que já vi. Baseado no Livro Jack and Cuckoo-Clock Heart. Agora, quero ler o livro, porque deve mesmo valer a pena. Já conhecem?

E agora, time to dinner. Volto breve, brevemente! Entretanto, ando pelo Facebook! Façam like, ali de lado :)