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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Telegrama #78

Sinto que és egoísta quando me dizes que está tudo bem, estamos bem. Não estamos. É mentira. A mais absoluta mentira. E eu entenderia se me dissesses que não estava. Que éramos acto falhado. Não somos, até. Mas não. Mentes, egoísta, para não me magoar.

Não sou de porcelana. A areia nos olhos só me irrita a vista.

Do Bom Serviço ao Cliente | Barkyn

Como sabem, lá em casa habitam, agora, dois canídeos. Mas não são dois canídeos quaisquer, são dois canídeos glutões. Na senda de lhes dar a melhor alimentação possível, procurei em lojas físicas e online a melhor relação qualidade/preço. 

Há uns tempos comecei a ouvir falar da Barkyn Box e foi assim que tive o meu primeiro contacto com a Barkyn. 

No mês passado comprei lá a ração habitual dos piquenos. Ficou-me mais barata que na loja onde comprava habitualmente e entregaram-ma em cerca de 24 horas. Um mimo, portanto. 

Fiz um plano de subscrição que tem zero obrigatoriedade (não quero receber, não pago, e siga para bingo, sem penalizações), e agendo as entregas consoante as minhas necessidades.

Têm um apoio ao cliente no site, sempre pronto a ajudar e hoje surpreenderam-me: uma das veterinárias de serviço à loja ligou-me para saber se estava tudo a correr bem, se os cães tinham gostado da ração, se tinha alguma questão para lhes colocar (médica!) ou se precisava de ajuda para alguma coisa.

 

Isto é ou não é bom serviço?

Aos que têm patudos, aconselho!

Dos atlas de imagens e de Casa

Acredito que as coisas acontecem por uma razão. Ou quero acreditar porque, na verdade, isso ajudaria a lidar com todas as frustrações. Num deslize percebi que estás, finalmente, a fazer o teu atlas de imagens. Fiquei feliz, lembrei-me de quando me falaste dessa ideia, num qualquer momento em que me apaixonei mais um bocadinho. E depois bateu aquela tristeza do afastamento e de já não partilharmos opiniões, ideias, paixões e sonhos. Pronúncio de fim (como assim, pronúncio?).

Sábado foi um mal necessário. Um concerto de Nerve que, em mim, és tu, Casa, invariavelmente, sonhos e lágrimas e sorrisos e copos de vinho e sushi e gargalhadas, no teu espaço, contigo e sem ti ao mesmo tempo. A incerteza do reencontro que se transformou na certeza da morte da magia. E mais, na certeza de que ainda te sinto tanta falta e ainda me és paz, e que está na hora de te deixar morrer, em mim.

Estás em ruínas. Os tacos do chão levantados, fendas nas paredes, metade do tecto caído. Mas ainda havia um raio de sol a entrar pela janela, que resplandecia nas películas de pó próprias das casas abandonadas. Quando cheguei a ti-Casa, no Sábado, tinhas fechado tudo. Sete chaves e mais cadeados. O sol não raiava em lado nenhum e estava um gelo que doía.

Esta Casa já não é minha. Na verdade nunca foi. Sonhei com ela e com as paredes decoradas de música e livros. Mas nunca a habitei, verdadeiramente. Foi como despertar. E foi isso que me aconteceu nessa noite, pós-tudo. Despertei. Cedo, de madrugada mesmo. Com o coração em pedaços (ou nunca tão uno como nesse momento, em que me doía de aperto), e a única coisa que me saiu dos lábios foi "morreu". 

Aos 31...

Sais do metro e cheira-te a bolas de berlim fresquinhas, acabadas de fazer. Começas a salivar e buscas a fonte de tal odor. Mas depois lembras-te das promessas que te vens fazendo, e que tens um pãozinho de banana e farinha de côco igualmente gostoso - e muito menos calórico e mais barato - na tua marmita, e segues caminho.

Agora estou aqui, a comer pão de banana e a sonhar com o creme da bola de berlim.

Pessoas deste mundo...

Pessoa vai sair e conhece criatura. A coisa parece interessante, falam, trocam números de telefone, criatura cola-se a um concerto, convida-te para jantar.

Tudo bem.

Dia seguinte criatura, sabendo que tens que sair de casa para uma reunião, "mói-te os fígados" para um café rápido. Vence-te pelo cansaço (que é absoluto) e lá vais, em esforço. E percebes que tudo é esforço e que não há conversa fluída. Atribuis o facto ao teu estado de saúde mental.

Mas chegas a casa e criatura continua a inundar-te de mensagens, a forçar conversa quando só queres estar sossegada. Vais gerindo respostas com um compromisso, para contigo, de não te boicotares, de não te fechares, de teres mesmo que mudar de Casa.

Entretanto dás o toque da "calma na alma", do deixa fluir... que não funcionou. Sou bombardeada com mensagens e cenas absurdas tipo "o que é que mais gostas e menos gostas numa pessoa?!" - hello!!!

Fui tentando, sempre com o não te boicotes e dá uma oportunidade, mas hoje não aguentei mais.

Malta, ninguém conhece ninguém a fazer 50.000 perguntas por hora. Aliás, só afastam a criatura. Por favor, tenham calma. Não achem que a pessoa viu a mensagem e ignorou, pode apenas não poder dar resposta no imediato.

Tenham calma, deixem fluir.

O meu ex é louco

E não, amores desta vida, não digo isto em exagero. É mesmo. Contextualizo: acabámos em 2011, portanto, há oiti anos atrás, e não foi propriamente a coisa mais fácil do mundo para mim, que tentei até à exaustão resolver as coisas. Mas ele não quis e eu segui a minha vida e vim para Lisboa e pronto. The end. Só que não.

Há oito anos comecei a receber mensagens em branco. Ignorei mas a coisa manteve-se insistente. Há uns dois anos atrás o pai dele faleceu e eu fui ao funeral. Achei que, no estado em que ele estava, nem se tinha apercebido da minha presença, mas enganei-me e, a partir daí as mensagens passaram a ter conteúdo. O ano passado, depois de muito me chatear, disse, em abril que não lhe voltaria a responder. E assim foi, até este sábado. Desde o início do ano até agora tenho recebido mensagens quase diarimente e no sábado à noite foi a gota de água. No instagram segue, dessegue, volta a seguir, faz gostos nas fotos para tirar logo depois, enfim. Psico killer!

Adicionei o número à lista de assédio mas, mesmo assim, continuo a receber notificações das mensagens. Sabem como posso apagar esta criatura da minha vida?

 

 

Zé vai à escola

Há muito que não falava de Gordi-Vida aqui no blog. Aliás, Gordi tem um novo irmão, Porki:

Porki

Zé sempre foi um cão muito dependente de mim, mas nunca foi um cão ciumento comigo. Ao longo da nossa estadia naquela casa já por lá passaram outros cães e um deles chegou mesmo a viver connosco durante um ano, e tudo era tranquilo. Mas Porki não é um cão qualquer. Se os outros respeitavam Zé Gordi como macho Alfa, ou eram minimamente submissos, a verdade é que Porki acha que é um grande macho gigante, e faz-lhe frente.

Porki_Gordi

Na minha ausência, tudo é pacifico. Mas quando eu chego a casa a porca torce o rabo. Porki não me larga e Zé fica com ciumes, mas no canto dele. Entretanto, quando entende que já chega, começa a rosnar e a ladrar. Já se pegaram e já se magoaram (nada de muito grave, mas o meu coração de mãe não sabe lidar com isto). Já tivemos uma fase melhor e agora estamoa a piorar outra vez. 

Ontem liguei para alguns veterinários da minha zona para perceber preços de castração, porque achei que pudesse ajudar a resolver o problema, mas não me alimentaram muita esperança. É comportamental e deve ser corrigido com treino. Por isso... Zé e Porki (e Joana dona de Zé e Porki) vão à escola. Estamos à procura de uma na nossa zona, que não me obrigue a vender um rim e que corresponda às nossas necessidades.

Espero muito que isto resulte e, acima de tudo, que me alimente boas histórias para o blog.

 

 

Desta coisa de ser crescido, não se faz sozinho | Ajudem-me (Episódio II)

Comprometer-me comigo não passou só pela história dos cuidados de pele nhó-nhós. Nada disso. Tem sido um conjunto de decisões.

Hoje falamos de exercício físico, de "mexe o bum bum tan tan" (isto foi uma coisa que ouvi há uns tempos e, como toda a música bosta, colou...). Ando há anos a querer voltar a praticar algum tipo de desporto, por vários motivos mas, essencialmente, porque tenho uma vida mega agitada (a dar uma de socialite) e, ainda assim, extremamente sedentária, porque a minha agitação se resume a trabalho e tarefas político-partidárias que envolvem montes de reuniões de não sei quantas mil horas. Além disso, queixo-me sempre que nunca tenho tempo para mim e acho que se começar a bater com os costados no ginásio três vezes por semana, já é um bom princípio. A cereja no topo do bolo? Ginásio a dois passos do local de trabalho.

A data de início tá marcada, os looks (isto de ser mulher........) estão estudados, mas ando aqui um bocadito à nora com uma coisa. Eu não faço ginásio há anos e não faço a mínima ideia do que posso fazer, do que é adequado para mim e para os meus objectivos. Então tenho pensado que talvez não seja má ideia um PT para me dar algum acompanhamento e me guiar nas primeiras semanas da minha jornada. 

Sigo alguns no instagram (quem não?), e vejo feedbacks óptimos. Tenho alguns orçamentos, já. Mas queria a vossa opinião sobre o tema. O que é que são preços normais, para eu saber se não me estão a cobrar este mundo e o outro? Vale a pena o acompanhamento? Quanto tempo? 

Acudam lá a cachopa, e obrigaditxa, desde já.