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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Ganhou a impulsividade

A guerra que travava dentro de mim, ontem, foi dura. No caminho para casa falava alto, dentro do carro, lado racional a argumentar com o irracional e impulsivo. Mas desde quando é que a racionalidade funciona com alguém irracional? Pois. Não houve argumento bom o suficiente que me abafasse o instinto e hoje, por volta do almoço, o capricórnio em mim levou um rotativo e caiu em KO, no meio do chão. O Carneiro aproveitou a situação para fazer a bosta, e agora cá estamos, serenos desta vida.

O irritante nesta história toda é que a minha impulsividade é resultado do meu estado constante de overthinking. Isto faz sentido na cabeça de alguém?

As pessoas

Nunca sabemos o que se passa na vida de outras pessoas. Sejam os problemas, sejam as alegrias. Mas de uma coisa podemos ter a certeza absoluta - cada um lida com as coisas da forma que melhor sabe e, é também certo, a maneira de lidar de cada um com as questões que se lhe apresentam será, muito provavelmente, diferente da nossa.

Temos que saber aceitar o outro como é, principalmente na diferença. Não adianta exigir que faça como nós. Aquilo que a nós nos parece acertado, não terá que o ser para o outro. As pessoas têm timings diferentes. Em tudo.

Aceitemos e esforcemo-nos por compreender. 

 

Isto, da internet, pode ser uma coisa tão boa!

Ontem, expus uma situação de vida que, estou em crer, 80% das pessoas que me conhecem, não sabe. E expus, no Facebook, em semi-desespero.

Passo a explicar: o meu irmão é toxicodependente. A droga é uma coisa horrível e transforma as pessoas. Andamos nisto há demasiado tempo, demasiados anos, agastados, cansados, exaustos. Eu, os meus pais, os meus avós... e ele, claro que sim. Mas a verdade é essa e não, não é cliché: só sai quem quer. Não adianta taparem o sol com a peneira, andarem limpos dois meses, três, se a cabeça não se trata. E para tratar a cabeça e a dependência (ainda que as dores físicas da abstinência sejam reais e a alucinação aconteça), a pessoa, o doente tem que querer.

Mas adiante. Ontem, mais de três meses passados sobre as últimas notícias do meu irmão, com uma avó extremamente debilitada, uma mãe a milhares de kms em agonia, um pai em desespero, achei que era hora. Publiquei uma foto do meu irmão e pedi que quem o tivesse visto nas zonas onde parava antigamente, que me dissesse. Na verdade, queria mesmo era saber se estava vivo (é crú, e choca, eu sei. Mas é a verdade!).

O post só precisou de estar online duas horas, não mais. Sei onde ele está e meio mundo se prontificou a ir lá comigo, ou a falar com ele. 

Não há gratidão para o apoio e descanso que estas pessoas (algumas que não conheço) me trouxeram. A mim e aos meus.

 

Há semelhança disto, relembro-vos a luta da irmã da minha menina-Mulher. Esta semana as notícias não foram boas, e está a ser difícil acreditar. Mas enquanto houver estrada para andar, há esperança. A minha Izzie não está sozinha, e somos muitos, nesta comunidade do Sapo, com ela. 

A irmã da m-M necessita urgentemente de um transplante de medula óssea. Não há compatibilidade na família e encontra-se, neste momento, em lista de espera. Quantos mais forem os dadores de medula, maior a probabilidade de ajudar a irmã da nossa amiga, ou qualquer outra pessoa.

A Internet pode ser uma coisa tão boa. Ajudou-me, ontem, a ter notícias do desaustinado do meu irmão. Ajudará, com certeza, a passar a palavra sobre o caso da irmã da Izzie, e a encontrar um dador compatível!

 

Vamos a isto. Hoje por uns, amanhã por outros.

Da vida.

Preciso de escrever e sai pouco ou nada. Entrámos em Outubro e eu caí. Não literal mas figurativamente. Algum dia haveria de cair. Não tenho pretensões de Super Mulher e tenho a consciência de que tenho muita coisa em cima de mim. Seja pessoal ou de trabalho. É muito, demasiado, tem sido um ritmo alucinante que pouco tempo me deixa para aqui passar. Bolas, pouco tempo me deixa para dormir e descansar convenientemente, quanto mais para parar e pensar a minha vida.

Mas Setembro terminou comigo a tomar decisões difíceis. E, pondo pontos finais, ficam espaços vazios. E se ficam espaços vazios, há espaço para outras coisas cairem. E caiu. Caiu tudo. Ruiu-me o mundo numa tarde. Verdadeiro meltdown, tão necessário para perceber que, às vezes, precisamos de nos obrigar a parar.

No dia seguinte acordei retemperada, recuperada, com outra energia e outro ânimo. Decidida e firme. E a pensar que tenho que me deixar cair mais vezes. 

Da inconsciência (?)

Alguma vez vos aconteceu tomarem uma atitude, de forma aparentemente inconsciênte, e depois de se arrependerem 50.000 vezes e racinalizarem um bocadinho (overthinker, lembram-se?), percebem que é padrão?

Acho que descobri um padrão meu. Terrível. Atento a cabeça das pessoas com as coisas mais parvas, tipo criança birrenta. Pico, e pico, e pico. Torro a paciência. Para que a pessoa vá. Que vire ela as costas. Que seja ela a sair. 

Se assim não for, é-me demasiado doloroso.