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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Conspirações do universo.

As estrelinhas e os planetas alinharam-se para me fazer a vida num oito. Eu gostava de conseguir encontrar uma hora que fosse, neste fim-de-semana, para dar beijos na boca, e rir às gargalhadas, encostar a cabeça no peito dele e, finalmente, sossegar este cérebro e este coração.

...

"Percebo-te. Não te julgo. Eu sei que sabes o que deves fazer, mas também sei que não temos um botão para direccionar sentimentos. E sei que se tivesses, esse amor todo ia para a pessoa certa..."

Sim, a vida é irónica.

Porque quando as minhas peças se começam a encaixar e as que me tinhas deixado espalhadas no quarto do coração que era nosso já estavam encaixotadas. A cama estava feita, de lençois lavados. As fotos foram sendo substituídas por outras, sem olhares apaixonados. 

 

Abri as janelas de nós de par em par, para que o vento gelado me lavasse a alma, me afagasse os cabelos e te levasse de mim. Abri-as para que me preparassem novos Abris, novas revoluções, novos tumultos na alma. 

 

E, do nada, o vento vira, as janelas não se fecharam a tempo, e já te tenho, espalhado no quarto de mim, de camas revoltas, outra vez.

Chamar as coisas pelos nomes

Já falei uma vez, nesta coisa da blogosfera, da necessidade estúpida de rotular tudo. As pessoas têm que rotular tudo, catalogar tudo e parece que não se entendem se os frasquinhos apenas dispuserem o seu conteúdo, sem qualquer etiqueta bonita, onde à mão se identifica o que lá está dentro.

 

Quando falei disto, no extinto Cafés e Chocolates, manifestei a minha discordância e venho agora reiterar essa posição. Os rótulos servem só aos terceiros, na sua tentativa de tentar perceber tudo, sendo que não têm cá nada a ver com os casos. Mas é essa a realidade: os rótulos são vicissitudes da vida em sociedade. A sociedade, no seu todo, é tacanha. E vê duas pessoas e põe-se logo a adivinhar que tipo de relação têm. Pior, adivinha pelo tradicional. Não os culpo, ou melhor, culpo, mas, vá, não julgo. Não julgo porque as relações são de cada um e quem está de fora não sabe, nem tem que saber, que tipo de relação têm dois seres. Mas, lá está, a sociedade mentecaptazinha tenta adivinhar.

 

A questão é que, eu tenho um namorado. Mas não tenho um namorado porque a sociedade assim o dita. A ver se me faço entender. Há uma pessoa de quem gosto, que gosta de estar comigo. E escolhemos estar juntos. Estamos juntos porque e quando queremos. E cada vez que assumimos que queremos estar juntos, fazemos essa escolha, de estar. Estão a acompanhar? Pronto. Então, assumimos o compromisso de estar juntos. Não foi a relação em si. Do agora e sempre. Foi o compromisso de estarmos juntos quando queremos, sempre que queremos, construindo o que quer que fosse, um dia de cada vez. E com muita sinceridade.

 

Ora pois que, assumida esta escolha perante nós, podemos assumi-la perante terceiros. O problema que se põe, esse, é o da pressão dos pares. A sociedade põe-se a tentar adivinhar e, como disse acima, adivinha pelo tradicional, então atira para o ar que somos namorados. Somos, na prática somos... mas não nos sinto, tendo um compromisso sim, como os namorados normais. Tenho, com ele, acima de tudo, um compromisso de seriedade, de lealdade e de sinceridade. E ele, idem. Tenho, para connosco, a liberdade de escolher estar com ele todos os dias. E estou, conscientemente, porque quero e não porque somos namorados, ou primos, ou sobrinhos.

 

Mas sim, vá, chamemos as coisas pelos nomes. Tenho um namorado.

Adoro...

Pessoas que se fazem de distraídas/esquecidas. Gosto mesmo. Gosto genuinamente de lhes lembrar determinadas coisas, determinados detalhes..

Com tempo.

Com tempo, percebemos que haverá sempre a possibilidade de nos voltarmos a apaixonar. Haverá sempre a possibilidade de existir outra pessoa que nos arranque sorrisos e gargalhadas, e em cujo abraço nos sintamos em casa, em segurança.

 

O tempo não cura tudo, mas é condição essencial ao distanciamento necessário para que volte tudo a ficar bem...