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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Do conceito relativo de liberdade.

Lembram-se deste post? Hoje venho completar, com um excerto de um artigo de Manuel Gouveia, no Jornal Avante!, que diz:

 

"Não há liberdade onde há medo. Não importa de que medo falamos – medo de não comer, medo de não ter onde dormir, medo de perder o emprego, medo de ficar sem acesso aos cuidados de saúde, medo de falar, medo de tomar posição, medo de lutar – se falamos de medo não falamos de liberdade. E hoje o medo sufoca-nos a todos, menos a uma elite que fez da riqueza roubada a sua segurança social particular e ilusória.


«Ninguém me impede de sindicalizar, mas eles despedem-me», «se faço greve, vou para a lista deles», «eu sei que não me podem obrigar a trabalhar de borla, mas se não as faço, despedem-me», «eu não quero emigrar, mas aqui não há futuro, eles estão a destruir tudo», «eles querem subir a renda, não sei como vou pagar», «quero ter um filho, mas estou há oito anos precária e eles não me metem no quadro», «eles...», «eles...», «eles...», o inimigo que precisa de ser materializado, que precisa de ganhar corpo na consciência de quem já o sente, já o despreza, já o odeia, mesmo quando ainda não o combate. «Eles», a burguesia, os capitalistas, os parasitas, os exploradores, e toda a sua corja de lacaios. «Eles». E os partidos d'«eles». O PSD, o CDS e o PS.


E ao contrário do que «eles» apregoam, nenhum de nós derrotará o medo sozinho. Há um nós que tem que nascer com ainda mais força da oposição a «eles». Um nós que já existe, mas que precisa de ser agrupado, unificado, que precisa de ganhar consciência de si próprio. Um nós construído em torno dos que não se submetem a «eles». Dos que lhes resistem. Dos que lutam contra «eles». Dos que querem um Portugal livre d'«eles». Livre. Emancipado. Onde o nosso trabalho cria a nossa riqueza e desenvolve o nosso País.

Há livros escritos com todas as letras que nos explicam como aqui chegámos e o que temos de fazer para ir até onde temos de ir. Desses, o mais importante é o Programa do nosso Partido. Mas nos dias que correm, carregada de futuro, símbolo do futuro que construiremos contra «eles» e sem «eles», está essa palavra enorme de apenas três letras: Nós.


Povo. Classe. Partido. Nós!"

 

A solução é lutar, lutar, lutar sempre! Não desarmar, que a razão está do nosso lado! 

ORGANIZA-TE E LUTA!

 

FONTE: Jornal Avante!