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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Pronto, concluí

A propósito deste post, cumpre dizer: O gajo está doido? Então e o superior interesse da criança, que não pode decidir por si, e que tem direitos que vão bater e deitar por terra o belo Princípio da Igualdade em que o Sotôr se baseia?! Será que ele pensou nisso? 

Como é que se pode equiparar a decisão do aborto - pré-nascimento e aquisição de personalidade jurídica (discutível, beca beca beca) - à decisão de não aperfilhamento e total desresponsabilização? E desde quando é que, ainda que a última palavra seja da mulher, o homem não tem nada a dizer sobre a questão de abortar ou não? Então, e o Estado não está a cumprir bem o seu papel, de proteger a criança que, neste tipo de situações é que interessa porque é o elemento desprotegido? Realmente... Gostava de ler esta tese, e de saber o que é que o Sr. diz... e, principalmente, se se lembra de um outro princípio, o da proporcionalidade, porque numa sociedade de Direito, não pode haver nunca aplicação de princípios em absoluto. 

 

Posto isto, parece claro que não concordo com o colega e que acho que isto seria um total retrocesso social.

Eu já... #1

- Disse a uns amigos, quando os conheci (com cerca de 13 anos) que tinha uma irmã gémea.

- Fui à rádio;

- Disse ao meu irmão que tinha sido adoptado.

- Fiz um piercing, no mesmo sítio, duas vezes, e agora, mesmo sem o usar, continua lá o furinho.

- Menti aos meus pais.

- Chorei de tanto rir.

- Ri de tanta tristeza em simultâneo.

- Vivi coisas que não desejo a ninguém.

- Disse mal de terceiros.

- Conduzi bêbada e jurei para nunca mais.

- Disse sim quando queria dizer não.

...

Apetece-me muito andar de saltos... mas, além de ter deixado grande parte deles na santa terrinha, aborrece-me o caminho que tenho que fazer, desde o metro até ao local de trabalho, cheio de desniveis e paralelos inimigos dos meus saltos maravilhosos.

Os sonhos da Garota

Sonhei que estava no meu casamento, com a pessoa cujo nome não deve ser pronunciado (não me cruxifiquem! Não mando na minha actividade cerebral à noite...) e que tinha que me despachar porque tinha que ir estudar para os exames do CEJ. Mas como estava tudo com vontade de curtir a noite, agarrei nos calhamaços e pus-me a estudar ali mesmo. God.

Intuição.

Que importância dar à intuição? E quando nos acontece uma coisa e nós sentimos, cá dentro, com uma paz absoluta e muito pouco espaço para dúvidas, que vai correr assim ou assado? Até que ponto é que podemos acreditar? Quando conhecemos alguém ou temos planos para alguma coisa e há uma sensação má, de mau agoiro, de que não vai correr bem... um aperto no coração, até que ponto devemos levar em conta? E o oposto? Quando o nosso íntimo nos sorri e diz "é exactamente isto que procuras... agora espera só um bocado, paciente!", acreditamos? Funciona?

 

Dizem que as mulheres têm um sexto sentido, mas há alturas em que ele se manifesta em situações tão delicadas que não sei até que ponto é que não será apenas a nossa vontade, os nossos desejos. Ainda assim, a ser apenas o nosso "querer", traria esse querer esta sensação de paz? De tranquilidade, certeza, segurança?

 

Confiam nos vossos instintos?!

It takes two to tango.

Quando se toma uma decisão, na nossa vida, referente a terceiros, o que é que o terceiro pode fazer? Ora, nada a não ser respeitar. Exacto. Estou em fase de exclusão de "pessoas que não interessam nem ao demónio, quanto mais à garota!". Diz que uma das características do meu signo é lutar sempre pelas pessoas que são importantes para nós e pelos objectivos a que nos propomos. Eu não sei se acredito nessas coisas. É consoante... depende se gosto do que lá está ou não. Mas o que é certo é que eu sou assim e, enquanto acho que as pessoas/coisas valem a pena, corro atrás. Também se diz que os nativos do meu signo têm outro lado, menos bom, vá. É que, quando nos pisam os calos, ou quando nos propomos a "seguir em frente", quando vemos que a luta é perdida e não há volta a dar, põe-se o ponto final. Seguimos em frente com algum esforço, mas muita determinação. É como na luta, estabelecemos o propósito, e só descansamos quando atingimos o que queremos... e, nada nem ninguém nos demove. Jamais voltamos atrás. Nesta fase de "apagar" pessoas que não interessam, a grande consequência é essa. Essas pessoas vão de vez. 

Que andas a fazer J.B.?

Ora ando a sacar os exames do CEJ, Centro de Estudos Judiciários, para ver se me apetece fazer a magistratura para os Tribunais Judiciais ou para os Administrativos e Fiscais. Diz que são coisas de quem não tem que fazer, porque quero entrar pela via profissional e ainda tenho que exercer mais uns aninhos, mas ao menos vou avivando a memória.

Escrevo porque...

Há coisas sobre as quais não consigo falar. Sou melhor com palavras escritas do que na verbalização de sentimentos.

 

Escrevo porque, quando o faço, saem-me quilos dos ombros. Escrevo porque escrever liberta. Escrevo para me recordar mais tarde, para não me chatear, para rir, para chorar. Escrevo sempre, desde sempre. Tenho pilhas e pilhas de cardernos, caderninhos, folhas soltas.

 

Escrever exorciza. Às vezes tenho coisas a pairar na cabeça que não me deixam concentrar no que tenho para fazer... e então escrevo-as. A minha cabeça é uma confusão de permissas e conclusões... desorganizada que só ela. Então escrevo-a, escrevo-a para a estruturar, para que não me falhe nada. Escrito o que me atormenta, deixa de ocupar destaque. Está ali, é estático. 

 

Escrevo ideias, textos inteiros, duas palavras ou duas linhas. Escrevo de mim, na primeira ou na terceira pessoa. Escrevo de mim em música. Escrevo. Não deixo de escrever nunca e se há coisa que não me pode falhar é a caneta e o papel.

 

Escrevo... escrevo de (des)amor e amizade, porque são coisas tão fortes que só consigo pôr no papel. Raramente verbalizo estes sentimentos... não consigo, não sei lidar com, não os entendo. Então escrevo-os. Também, se as palavras valem zero, sou mais prática a demonstrá-los, muitas vezes da pior maneira, certo. Mas há momentos em que me assolam de tal maneira, que os escrevo, para dar lugar a coisas mais importantes na minha cabeça.

 

Houve pessoas/situações da minha vida que foram escritas à exaustão. Escrevi tudo o que não lhes disse... talvez devesse ter dito. Não tive coragem. Quem me vê não imaginaria isso... mas é verdade, não tive coragem. Mas escrever ajudou-me tanto a ultrapassar, que não vou deixar de o fazer nunca.

Esquerda ou Direita?!

O caminho da vida não é sempre a direito. Diariamente somos confrontados com as escolhas mais variadas e temos que tomar decisões constantemente. Essas escolhas condicionam a nossa vida. Mas saberemos nós aceitar o que deixamos para trás e as oportunidades que preterimos? A escolha do caminho, ainda que feita de forma consciente, nem sempre se traduz em sucesso garantido. Nas situações em que não há sucesso, saberemos nós aceitar verdadeiramente o fracasso, sem levar o tempo com "ses"?! Sem levar o tempo a pensar no que teria sido a nossa vida se tivessemos virado à esquerda? Na estrada da vida não há inversão de marcha. Escolhido o caminho não se volta atrás.

 

Mas também o caminho do crescimento pessoal é duro e trabalhoso, principalmente no que toca à aceitação. Não é aceitar que as coisas são como são e que não era para acontecer de determinada maneira. É mais. Não é resignação, não é encolher os ombros e pensar "não posso fazer nada". Não é desistir porque não se trata de uma luta. Não há encolheres de braços. É um aceitar puro. Só aceitar. Sem sentimentos de culpa e/ou frustrações. Sem questionar. É aceitar de bom grado o que se tem e o que não se tem, sem pensar que podia ter sido de outra maneira ou que "o destino" não quis que fosse. Não. É só aceitar. Um aceitar que não sei descrever porque nunca senti, mas que imagino que traga uma paz enorme.

 

Talvez um dia lá chegue, eu, que já estive mais longe.