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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

The thing is...

Tenho um defeito. Aliás, tenho muitos. E nem sei se isto conta como defeito. Mas, tenho a sensação que sou sempre eu a pessoa qe gosta mais, que dá mais, em tudo, em todas as relações, independentemente da índole.

 

Agora, como é que se lida com essas situações? Como é que lidamos com o facto de gostarmos mais, querermos mais e, consequentemente, sofrermos mais? Ninguém quer isto... mas são situações reais. É real... e agora?

O fim do ano.

Estamos a dia 19 de Dezembro. Caramba, pa, não dei por ele passar. Sinto que não houve nada de relevante e tenho demasiadas memórias tristes. Mais do que memórias boas. "Oh J.B., mas já tens a tua casa! E o Zé!", pois, é verdade. E tenho trabalho, e saúde. Mas parece mesmo que não se passou nada de espetacular, que eu relembre e associe imediatamente a um ano bom.

 

E o final do ano também não parece melhor. Pois que tive que desmarcar as minhas férias, que íam começar na próxima semana e se prolongavam até ao início do ano que vem. E ia para casa da senhora mãe, passava lá essa temporada, o que equivale ao aniversário dela, ao natal, ao meu aniversário e à Passagem de Ano. Não vou a casa há dois meses. Consequentemente, não vejo a famelga há dois meses e os amigos, idem. Tenho saudades deles.

 

Piora quando se faz anos no último dia do ano e a tradição manda almoçar com a família e jantar e passar o ano com os amigos. Até já recebi uma mensagem a questionar "Oh gaja! E como é que vamos passar o ano sem ti?". Pergunto-me o mesmo.

 

Se houve coisa em que este ano foi perito, foi em novas experiências, e passar o ano longe daqueles que me têm acompanhado desde sempre (já nem me lembro há quantos anos...) será mais uma. Não vai ser fácil, acima de tudo, será estranho e diferente. De qualquer maneira, os meus amigos estão sempre comigo, sempre no meu pensamento, e irei sentir a falta deles.

Sobre as greves do metro e da CP e essas coisas.

Amanhã há greve do Metro. Uma greve parcial, entre as 6.30 e as 10.30 da manhã, pelo que, lá pelas 11, 11 e qualquer coisa, já o serviço deve estar a 100%.

 

Dizem-me que todos os direitos têm limites, que já é um abuso, que foi um ano marcado por greves no metro e na CP, beca beca beca. De facto, é verdade. Eu não posso desdizer, argumentar. Não posso. Não posso, também, dizer que já estão a abusar. Então sou respostas estúpidas às pessoas. 

 

Não sei ao certo quais as reivindicações, qual o motivo da greve, como é que estão a decorrer as negociações ou se elas sequer existem. Não sei quais são as condições de trabalho ou falta delas. Mas sei que defendo o direito à greve e à luta pelas condições de trabalho dignas e na defesa dos direitos dos trabalhadores. E é na óptica de defesa destes direitos, através das mais variadas acções e formas de luta, que me mexo, todos os dias, quer no trabalho, quer na vida pessoal.

 

Se, enquanto cidadã, acho exagerado e que já ultrapassa os limites do razoável? Não sei. Sei que causa grandes transtornos aos utilizadores dos serviços, que pagam passes caríssimos e depois não têm serviço ou têm serviços condicionados. Mas, também sei que as greves pretendem isso mesmo, causar transtornos, parar produções, causar mau-estar nas entidades empregadoras.

 

Quanto ao resto, a Greve é um direito, e cada um se serve deve servir dele na medida do necessário para fazer valer as suas posições.

A capacidade imaginativa dos homens.

Não me perguntem porque é que surgiu a ideia deste post. Não querem saber, e eu não quero pensar nisso. Mas, estava eu a caminho aqui do estaminé, hoje de manhã, quando comecei a pensar nos nomes engraçados (not) que os homens dão às respectivas nas relações... ou fora delas, quando as relações ainda não o foram. A sua capacidade imaginativa é nula. Tão nula que o que eles nos chamam é impessoal porque a probabilidade de o virem a chamar à próxima é grande. Já me aconteceu. Até as nossas músicas deixam de ser nossas. Passam a ser das outras todas (sobre isto tenho um episódio fantástico de despique mental com a actual namorada do meu primeiro namorado...).

 

Eu já fui princesa (cliché), Texuga e Pantufa... exactamente por esta ordem. Entretanto apareceu o perito em alcunhas, de seu nome Garoto, e todos os dias eu era uma coisa difente: Trenguinha, Pinxavelho, Piolho, Garota, Caxopa, Voa-voa, Maria dos Tambores, Maria dos Pampilhos, Doutorinha, enfim, uma panóplia de coisas. Depois assentamos arraiais no Garoto e Garota (ele também é outra coisa... mas não interessa) e agora sou só a J.B. ou a Dr.ª J.B. se ele estiver com os azeites.

 

E vocês? Qual foi o nome mais ridículo que já vos chamaram?

Fim-de-semana de cura emocional.

Às vezes precisamos de "curas emocionais". Eu andava a precisar, como era facilmente adivinhavel pelos leitores atentos do tasco. E este fim-de-semana foi. Saí do trabalho para ir beber uma imperial, acabei com uma descomunal bebedeira, daquelas que lava. O nosso estado emocional influencia muito a nossa resistência ao álcool. A minha, na Sexta, era nula. Isso, ou os 4 shots de Tequilla em meia hora. 

 

Adiante, chorei muito. Chorei, chorei, chorei até que o sorriso voltou, enquanto chorava. Estou bem, pensei. E estava. Bebi uma aguinha, um pacotinho de açúcar e, daí a meia horinha, estava fina (com o estômago todo abronhado, mas fina). Chegada a casa, agarrei no caderninho e escrevi, escrevi, escrevi quase durante uma hora e meia! Saiu quase tudo. 

 

Retive uma frase, que me disseram: "Tu gostas de acreditar que ele gosta de ti mas, na verdade, não sabes!". É irrefutável, e ficou. Ficou aqui até hoje. 

 

Percebi que estou em pânico por ir sair de casa. Acabou-se a segurança de ter alguém que cuide de mim a qualquer hora, por isso, no restante fim-de-semana, usei e abusei da presença do meu pai. Ao limite. Ele gostou. Também os pais gostam de sentir que fazem falta.

 

De qualquer maneira, a minha sorte está a mudar. Uma raspadinha que comprei na noite da majoral bebedeira trouxe com ela 15€. E hoje o dia começou radioso. Já não tenho a cabeça invadida de Garoto, e só sei que hoje é dia de Merkl. Vemo-nos no Largo Camões?