Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

A Proposta de Lei n.º 120/XII

O que é isso, J.B.? Eu explico. É a quinta alteração ao Código do Trabalho. A quinta. Este Governo, só, já fez três, se não estou em erro. Desde 2011! E sabem o que é que vem atrelado à quinta alteração ao código do trabalho? Uma nova diminuição das compensações por cessação de contrato de trabalho. Se no ano passado o valor da compensação passou de 30 dias por cada ano de antiguidade para 20, agora o objectivo é passar de 20 para 12.

 

Daqui por seis meses voltaremos a falar da sexta alteração ao Código do Trabalho, que deverá apontar para os 8 dias por cada ano. Oito. Não valemos nada para estes senhores. O nosso trabalho não vale nada para estes senhores.... O trabalho está em saldos e os despedimentos com baixas na ordem dos 80%, é tudo ao senhor patrão!

 

 

Filhos de uma grandessíssima... tiram-me do sério.

Mas que amizade é esta?

Tenho uma amiga, aliás, uma grande amiga, que, tenho-me apercebido, anda em constante choque comigo. Competição, meus queridos. E, atentem, compete por atenção, parece-me. Essa minha grande amiga, que eu adoro e a quem devo muito do que sou, é muito do que eu gostava de ser... ou assim pensava eu. Talvez, agora que já me apercebi de alguma coisa ou outra, não queira assim tanto. 

 

Sou o que sou, tenho uma vida normal. Não sou uma miuda feia, sou inteligente, até tenho alguma piada. Sou convicta, sou feliz, tenho trabalho, saúde, casa. Tenho amigos. Dou-me com as pessoas, e há pessoas que engraçam comigo. Ponto. Foi o que aconteceu com o P.. O P. engraçou comigo, achou-me piada logo no dia 1. Assim que nos conhecemos. O P. é um amigo dessa amiga. Aliás, o P. é um amigo do marido dessa amiga. Eles não são casados, mas é como se fossem. Têm a sua casa, o seu bicho. A minha amiga tem um trabalho e é mesmo boa no que faz, gostam dela, é competentíssima. O marido ama-a de paixão. 

 

O P. e eu conhecemo-nos e a química foi instantanea. Temos muitas coisas em comum, de facto, e uma delas é o gosto pela picardia. Levamos a vida a picar-nos um ao outro, a puxar pela língua um do outro e, parece-me, quem nos vir de fora acha que não nos suportamos. É mais ou menos isso. É um bocado inexplicável, mas também não foi para isso que vim aqui falar.

 

Sucede que, há uns valentes tempos, eu e o P. tivemos uma coisa. Uma coisa. Só isso. Que entretanto acabou e até não nos falámos durante uns tempos. Mas, como temos o mesmo grupo de amigos e é inevitável encontrarmo-nos por aí, achámos por bem pôr pontos nos is. E assim o fizemos. Nessa mesma noite, desconfiei da atitude da amiga, que me "mandou" calar enquanto eu e ele estávamos a fazer o que fazemos melhor: responder um ao outro com 35 pedras na mão! Passou-se, expliquei-lhe a ela que não tinha que se "preocupar" e que estavamos simplesmente a fazer o fazíamos sempre.

 

Mais tarde, e ainda nessa noite, enquanto ela falava com outras pessoas, eu e ele tivemos a nossa conversa. E, qual não é o meu espanto quando, do nada (já não estava a falar com ninguém), diz "Mas vejam lá se eu estou aqui bem..." com o maior ar de enfado. Não achei piada. Eu tinha estado ali "a um canto" durante metade daquela noite, enquanto ela falava com mil e uma pessoas que eu não conhecia. E no momento em que eu estou a resolver outra, há aquele comentário?! Qualquer coisa não bate certo.

 

Dias mais tarde, percebi tudo, quando, mil copos a mais a levam a olhar para mim e a dizer "Sabes, é que o P. fez-se a mim!". Ora, isto foi a gota de água. Por menos escrúpulos que aquela pessoa possa ter, eu sei que nunca na vida ia mexer com uma pessoa que está com um dos seus melhores amigos. De facto, eu tinha a certeza disso. Senti que aquilo era ridículo, e não sabia onde me enfiar, limitando-me a sorrir e a dizer que sobre ele não teceria qualquer tipo de comentário.

 

Mais tarde percebi o quão magoada fiquei, porque me pareceu que a mensagem a transmitir foi a de que ninguém se meteria comigo, naquele circulo, a não ser pelo facto de ela ser impossível. Mas não foi isso que me magoou. Foi o perceber que é, de facto, assim, mas porque a falta de confiança é tão grande que há uma gigante necessidade de atenção. E isso deu-me pena (horrível, mas verdade), porque não concebo que uma pessoa tão capaz se sinta assim.

 

Eu não concebo, porque acredito em mim e não preciso que ninguém me massaje o ego. Eu sei o que valho e estou muito bem na minha pele.

Vamos falar de coisas sérias: IMPOSTOS 2013

Sendo que o nosso Mui Ilustre Presidente da República não enviou o Orçamento de(t) Estado para o tribunal Constitucional, para que este averiguasse à priori, da sua conformidade com a constituição, é bom que nos habituemos a uma coisinha: Para o ano que vem, a carga fiscal vai ser absolutamente absurda.

 

Primeiro, temos a diminuição do número de escalões de Oito para Cinco:

 

Daqui resultará, para muitas famílias, o aumento do escalão de IRS, o que equivale a um aumento de tributação sem que haja aumento dos rendimentos. Portanto, recebemos o mesmo, pagamos mais. 

 

A esta diminuição dos escalões acresce a sobretaxa de 3,5%, que incidirá sobre o rendimento colectável que resulte do englobamento de rendimentos previsto no artigo 22.º do Código do IRS, que exceda o valor anual da retribuição mínima mensal garantida (disposto no artigo 187.º do Decreto n.º 100/XII da Assembleia da República, que aguarda promulgação).

 

Na prática, e partindo de uma hipótese MERAMENTE ACADÉMICA, que vale o que vale, vamos imaginar um sujeito que recebe 2000€ por mês (para dar conta certa). Ora nos termos do artigo 22.º do CIRS, a determinação de rendimentos colectáveis faz-se através da "soma" de todos os rendimentos auferidos num ano, aplicando-se depois as deduções previstas.

 

Portanto, este senhor só recebe o ordenado. Com subsídios e tudo, rendimentos da Categoria A (Trabalho dependente). Assim:

 

2.000 x 14 = 28.000€/ano

 

A estes 28.000 euros deverão deduzir-se, de imediato, 72% de doze vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS), fixado há não sei quantos anos em 419,22€. Portanto:

 

12 x 419,22 = 5030.64

 

A que subtraímos 28% = 3622,06

 

Logo: 

 

28.000 - 3622,06 = 24.377,94

 

Mas, como eu acima disse, e como dispõe o artigo que prevê a sobretaxa, esta só incide sobre os rendimentos que excedam o valr anual do Rendimento Mensal Mínimo Garantido, que é como quem dis, do Salário Minímo Nacional. Assim, temos que apurar esse valor = 6790€. Assim, o valor sobre o qual incidirá a sobretaxa é o resultante da subtracção destes 6790€ aos 24.377,94€ ali em cima apurados:

 

23.698,94€

 

Agora, é simples. Retirar 3.5%, que dá uma módica quantia de cerca de 830€. 

Esta sobretaxa será aplicada da mesma forma, mas mensalmente, através de retenção na fonte, como prevê o mesmo artigo 187.º. Porquê? Ora, pretende aligeirar-se o seu impacto no orçamento familiar dos Portugueses. Disfarçá-lo, até, com a história do pagamento dos subsídios em duodécimos. O que a mim me preocupa é que o valor que resultará da divisão de um subsídio em doze meses não cobrirá o impacto causado pelos impostos, e talvez aí as pessoas se apercebam do grande roubo que está a ser planeado.


Não vai ser um ano fácil. De todo. Os salários reais vão diminuir, os preços vão aumentar e cada vez mais os Portugueses vão perder poder de compra. Até tenho medo, acreditam?

Fica a informação. Têm aqui um excelente simulador de IRS, que faz a comparação entre o IRS deste ano e o de 2013. Experimentem, é o primeiro link.

Sobre o nobel da Paz para a UE.

Lamento, não vem a tempo. O papel histórico na união do continente e povos europeus já lá vai. Agora é tudo menos união e os acontecimentos mais recentes não deixam mentir. Não concebo a palhaçada da atribuição de um prémio que eu achava respeitavel, a uma UE onde há fome, miséria, países à beira da banca rota, Riots em Londres o ano passado, manifestações violentíssimas na Grécia desde, praí, 2009 (começaram com as dos Estudantes), um clima de Guerra Fria intenso. 

 

Não encontro paz na UE. Paz não é só a ausência de conflitos sangrentos e bombardeamentos. Paz é mais do que isso. Muito mais. Não se encontra paz quando há fome! E violência, já vamos tendo.

 

Não me faz, portanto, sentido absolutamente nenhum este prémio, a uma UE controlada por agências de rating internacionais, de outro continente, até, comandada por um Hitler de saias, cheio de lacaios por aí espalhados. Não pode haver paz. Não há paz onde não há vida e trabalho com dignidade e direitos. Não há paz quando o fruto do trabalho é apenas para pagar dívidas em relação às quais não há responsabilidade. Onde não sobra para viver! Não concordo.

 

Achei que isto dos nóbeis era respeitável.

Então, e não fica tudo na mesma?

Como se sabe, o Tribunal Constitucional considerou inconstitucionais - ainda que de forma extremamente duvidosa - as normas referentes aos cortes nos subsídios dos Funcionários Públicos, por violação clara do princípio da equidade. Foram, então, apresentadas novas medidas que permitissem aquele corte e não violassem o referido princípio.

 

Depois do drama TSU, passou-se ao drama IMPOSTO-QUE-MAL-PERMITE-SOBREVIVÊNCIA, diminuindo-se o n.º de escalões de IRS de 8 para 5 e carregando ainda com uma sobretaxa especial (de corrida) de 4%. O IRS é aplicável a toda a gente, logo, trabalhadores da função pública ou privados vão sofrer com esta medida. Nem falemos daqueles que subirão, certamente, de escalão, recebendo o mesmo que recebem no ano corrente e descontando mais, o que vai resultar numa diminuição do valor real do salário anual! 

 

Mas a estas medidas juntam-se outras, das quais já falei aqui, para os funcionários públicos. Os Funcionários Públicos vão continuar sem subsídio de férias. Além disso, vão ver o seu subsídio de natal, depois da redução remuneratória já prevista no Orçamento de Estado deste ano, diluído no seu vencimento mensal. É isso mesmo, vão receber o subsídio de natal em duodécimos. Consequências práticas? A possibilidade de, com o "aumento" do salário, subirem no escalão de IRS, descontando mais e recebendo o mesmo, tal como nos privados... com a agravante de que, na prática, mantêm-se sem Subsídio de Férias e de Natal!! 

 

Onde é que está a equidade exigida? Não estará já na hora de parar de fazer cortes na despesa apenas com as despesas de pessoal? Atenção, eu não estou a exigir cortes para mim. Mas acho desmedida a situação. Aliás, a situação dos funcionários públicos é-me muito querida. Os meus pais são funcionários públicos! E, ao contrário do que muita gente diz, não, não são parasitas. E não, ninguém lhes anda a pagar ordenados, pelo menos, não mais do que eles que também fazem os seus descontos! E o que é certo é que os funcionários públicos são pessoas como nós e as regalias que lhes atribuem os leigos que não sabem o que dizem, de nada diferem de outras atribuídas em fábricas ou outros locais de trabalho, pelos patrões, como acordos com entidades de saúde ou outras que tais.

Politiquices e faltas de respeito.

Vamos cá esclarecer algumas pessoas (leia-se, os membros do Governo). A Constituição da República Portuguesa diz que a República Portuguesa é um Estado de Direito Democrático (e não a República das Bananas!), baseado na soberania popular - artigo 2.º, para quem quiser conferir! O artigo 3.º, por sua vez, no n.º 1, diz uma coisa muito engraçada, que passo a transcrever:

 

"A soberania, una e indivisível, reside no povo(...)", 

sublinhado nosso.


Posto isto, e tendo em conta que a soberania do povo é demonstrada (não só, mas maioritariamente) através das eleições dos órgãos representativos, podemos concluir que os senhores da Assembleia da República (são esses que nós elegemos... supostamente) e, consequentemente, os senhores do Governo, trabalham para nós, certo? Ora, se trabalham para nós, há justificações que nos têm que dar, certo? Se numa empresa um funcionário tem de tomar medidas de carácter extraordinário, para preservar (supostamente) a empresa, terá que, primeiro, falar com o patrão! E isto é lógico!! A questão que se impõe aqui é esta: se o Governo é resultado da expressão de soberania do povo, se é o povo que o elege, porque é que o Governo continua a pôr as entidades externas à frente desse mesmo Povo? Não se trata de Troikas e Memorandos e afins. Trata-se do não anúncio de medidas! Porque raio é que nós não somos informados das medidas que se vão discutir lá fora, antes de elas serem discutidas? Agravando-se a atitude de desrespeito pelas circunstancias em que nos encontramos! Continuo, porque raio é que nós só sabemos das coisas no fim? Tipo o corno, que é sempre o último a saber! 


Mas a falta de respeito não acaba aqui! Os srs. Laranja riscados de Azul e Amarelo vão anunciar as novas medidas hoje. Hoje, depois de já terem sido discutidas e aceites lá fora (que isso é que interessa... queremos lá nós saber do Zé Povinho!) às 15h00!!! Isso mesmo! À hora a que o Zé Povinho tem que estar a trabalhar!  E eu sinto-me indignada, claro, porque são medidas gravosas que implicam alterações nos impostos que EU pago e que me custam muito a pagar nesta altura do campeonato, bem como alterações à TSU que afinal, não caiu, e eu não vou poder saber logo o que se passa.


Exmos. Srs., vamos a alterar essa mentalidade de topo de poleiro! Não são vocês que estão no topo, somos nós, é o povo! Está na hora de começarem a respeitar - todos, sem excepção - aqueles que vos legitimam! Porque o Povo é quem mais Ordena!

A "palavra do senhor" no Facebook.

Acabo de ver uma tentativa de evangelização no facebook. Passo a contar: uma colega minha tem uma bébé que, uma certa noite, chorou durante o sono. Ela, mãe recente, cheia de dúvidas, questionou no facebook se poderia ser um pesadelo. A resposta foi "Sim! Os bebés podem ter muitos pesadelos, principalmente se não forem baptizados!". Are you serious?! Mesmo? 

Margarida Rebelo Pinto (ou o esqueleto ressabiado)

Não vou comentar a sua crónica ressabiada, porque os disparates neste blog são meus. Para os seus não há aqui lugar. Mas tenho um recado, arranje um bom grupo de amigos que não olhe para gordos ou magros, altos ou baixos, louros ou morenos, homens ou mulheres, e vai perceber que nunca mais na sua vida vai conseguir ser tão ridícula, ou, como se diz pelos seus lados, rEdícula. Procure um psicólogo que a ajude a lidar com essa sua cabecita. 

...

O dia de hoje é (tem que ser) o motivo pelo qual tens sido uma presença tão constante no meu pensamento, ultimamente. Hoje fazes anos. Hoje fazes anos e eu não sei como te dar os parabéns.

 

A tua memória ainda me traz uma angústia desmesurada. As lembranças ainda me pesam uma tonelada no peito e o teu sorriso perfeito ainda me invade as noites que deviam ser calmas. Já está a fazer um ano. Já está a fazer um ano desde a última noite em que me deitei ao teu lado sem alguma vez imaginar que seria a derradeira.

 

Não sei nada de ti. Não sei onde andas ou como estás. Mas há ainda momentos em que me custa não te procurar, em que ainda te sinto tanta falta que os olhos se inundam enquanto me enrosco na cama e tento esquecer. Há, apesar disso, outros momentos em que me faço de forte e penso que te devia ver, que seria engraçado, mas só a possibilidade de me cruzar contigo em qualquer esquina me deixa paralisada.

 

Não são raras as alturas em que dou por mim a pensar se te lembras de mim. Se já te passou tudo... é provavel que sim. Só eu é que continuo neste vai-vém de emoções que vão sempre dar a ti. Só eu...

 

Tu que me fizeste tanto mal, que me causas-te tanta dor e a quem sou incapaz de odiar. Talvez porque me tenha como culpada do nosso fim, sabendo que a minha culpa não pode ser absoluta, porque tentei. E tu sabes que tentei. Às tantas andavamos os dois enganados, e não me amavas tanto assim. Custa-me a acreditar. Logo tu que fizeste tanto por mim, por nós. Mas o que é certo é que é uma explicação tão fácil, tão adequada a nós... meu amor...

 

A facilidade com que ainda se escreve "meu amor" quando se fala de ti... assusta. Assusta porque me achei curada e parece que ainda não estou. Este mês é o pior para me curar de ti, esteja em Lisboa ou na China. É um mês cheio de nós! Fazes anos... faríamos anos também. Começámos, viajámos, e acabámos neste mês. Odeio o mês de Agosto quase tanto como gosto dele. Trouxe-te a mim sem aviso e levou-te da mesma maneira.

 

Ainda assim não posso nunca deixar passar esta data em branco. O teu aniversário.

 

Por isso, B., parabéns... espero, sinceramente, que estejas bem.

 

 

 

(Amo-te....)