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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

E entramos na recta final!

Estamos em Dezembro. Estamos no mês do Natal, no mês dos meus anos, no mês de olhar este 2012 em retrospectiva.
Em 2013 vou fazer uma coisa engraçada, que li algures no Facebook. Vou arranjar um frasco grande, e vou pondo lá dentro papeis onde escrevo o que de bom vai acontecendo, as coisas que quero recordar. Depois, é chegar a esta altura do próximo ano e agarrar-me às coisas que me permitiram sorrir.
Até lá, December, please be nice, I am your daughter!

A busca pela felicidade.

Tenho escrito pouco aqui e o que escrevo é absurdo. Isto só se deve à paz que sinto aqui dentro de mim. Uma paz profunda e absoluta que resulta de uma coisa que, apesar de parecer fácil, não o é - aceitação. E fé, muita fé. Estou feliz. Aceitei as coisas como são. Aceitei que o tempo resolverá. Não vale a pena matar a cabeça com problemas. Não vale mesmo. Muito menos vale a pena problematizar as coisas à exaustão, criar cenários de desgraças, fazer planos demasiado aprofundados e elaborados de como conseguir o que quero. Vai sair furado.

 

Aceitei o que sinto, o que não sinto, o que tenho e o que não tenho. Não tenho planos traçados, mas tenho objectivos a atingir. Caminho para eles diariamente, mas um dia de cada vez, um passo de cada vez.

 

A felicidade não se busca. Não podemos correr atrás dela. Quanto mais corremos, menos vivemos e mais longe ela fica. Vamos querer semrpe mais e mais. Vamos querer tudo e acabar com nada. Frustrados e nada felizes. A felicidade está na aceitação do dia a dia, das coisas como são, no querer sim, mas com paciência. Baby steps. Tudo se alcança, concerteza que terei tudo o que quero, quando chegar a altura. Até lá, sou feliz, todos os dias, cada dia mais que o anterior, dando valor às coisas mais pequenas. 

Crescimento Pessoal

Tudo nos muda. Não há nada que nos aconteça que não mude a nossa forma de encarar a vida, a nossa forma de estar. Às vezes, na mariora das vezes, aliás, as mudanças são tão subtis que se tornam quase imperceptíveis. Até que se vão juntando, umas em cima das outras, e nos transformam. E, do nada, temos a percepção do quanto mudámos, do quanto crescemos. Isso aconteceu-me ontem, no meio de uma conversa com uma grande amiga, e eu percebi que as palavras que estavam a sair da minha boca faziam todo o sentido, mas que não se adequavam à minha pessoa do último ano. O sorriso nos lábios, ali, constante, também não. A leveza, a segurança... era uma nova J.B. que ali estavam, mais calma e ponderada, mais crescida. 

 

E, depois de a deixar em casa, percebi que este ano valeu muito a pena. Muito.

Fim-de-semana de cura emocional.

Às vezes precisamos de "curas emocionais". Eu andava a precisar, como era facilmente adivinhavel pelos leitores atentos do tasco. E este fim-de-semana foi. Saí do trabalho para ir beber uma imperial, acabei com uma descomunal bebedeira, daquelas que lava. O nosso estado emocional influencia muito a nossa resistência ao álcool. A minha, na Sexta, era nula. Isso, ou os 4 shots de Tequilla em meia hora. 

 

Adiante, chorei muito. Chorei, chorei, chorei até que o sorriso voltou, enquanto chorava. Estou bem, pensei. E estava. Bebi uma aguinha, um pacotinho de açúcar e, daí a meia horinha, estava fina (com o estômago todo abronhado, mas fina). Chegada a casa, agarrei no caderninho e escrevi, escrevi, escrevi quase durante uma hora e meia! Saiu quase tudo. 

 

Retive uma frase, que me disseram: "Tu gostas de acreditar que ele gosta de ti mas, na verdade, não sabes!". É irrefutável, e ficou. Ficou aqui até hoje. 

 

Percebi que estou em pânico por ir sair de casa. Acabou-se a segurança de ter alguém que cuide de mim a qualquer hora, por isso, no restante fim-de-semana, usei e abusei da presença do meu pai. Ao limite. Ele gostou. Também os pais gostam de sentir que fazem falta.

 

De qualquer maneira, a minha sorte está a mudar. Uma raspadinha que comprei na noite da majoral bebedeira trouxe com ela 15€. E hoje o dia começou radioso. Já não tenho a cabeça invadida de Garoto, e só sei que hoje é dia de Merkl. Vemo-nos no Largo Camões?

 

Ainda que esteja feliz, não quer dizer que não sinta falta.

Não procuro namorado. Não procuro mesmo. Se acontecer, aconteceu, mas não é coisa pela qual me mexa. Mas, às vezes, sinto falta de ter alguém na minha vida que me faça sentir importante e querida. Só isso. Aquela pessoa que nos apoia incondicionalmente e que está lá sempre que precisamos. Sinto falta das mensagens/telefonemas de bom dia, de dormir abraçado, de ver um filme no sofá com a cabeça encostada no ombro de alguém, do passear de mãos dadas, dos olhares cúmplices. Não estou sozinha há assim tanto tempo, mas também nunca o estive tanto tempo como agora. Custou-me não ter ninguém do meu lado. Apaixono-me com alguma facilidade, é certo. Há pessoas que me cativam e se tornam extremamente importantes para mim. Nunca deu errado. Nunca não fui correspondida (até vir esta criatura de seu nome Garoto). Custou-me habituar a esta coisa de ser só eu. Mas habituei. E gosto. Não dependo de ninguém, não tenho que me justificar a ninguém, faço o que tiver que fazer e ponto. Sou livre. Mando em mim, só eu. Não há cá o informar que vou ou deixo de ir ou com quem vou. Não há medo de melindrar porque há sempre alguém que provoca um certo ciúme. Nada disso. 

 

Mas, cheg o frio, e ter alguém é aconchegante. Há dias em que gostava de poder combinar o jantar, e cinema, ou outra coisa qualquer só com aquela pessoa. 

 

 

A merda nisto tudo é que aquela pessoa tinha que ser aquela pessoa, e essa... está armada aos cucos.

Habemus ninho!

Já encontrei casa. Vou hoje ultimar os detalhes com o senhorio, e fazer a reserva do ninho. É uma coisa lindinha que só. Parece uma casinha de bonecas, mas perfeita para mim e para o Zé. Espero mesmo ficar com ela. Não me apetece ver mais apartamentos. O pai adorou, até porque, não estando em casa dele (ah ah ah), estou, literalmente, ao virar da esquina. Agora é dizer adeus à compra desmedida de roupas, porque, pelo menos nos primeiros tempos, vai ser impossível!