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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

A vida são dois dias, O Avante! são três (e tudo o resto da minha vida nestas semanas num só post)

Olá, olá! Estou oficialmente restabelecida de festa e refeita com os horários da vida normal, por isso, acho que posso assumir ligar mais vezes o computador em casa para vos dar novidades, entre outras coisas.

 

 

Ora, começando pelo início. Dia 5, pelas 17.00 horas, já andava eu com brabletas na barriga, saí do trabalho e pus-me a caminho do oásis no deserto (de acordo com certos políticos, literalmente). Cheguei à Atalaia e respirei fundo o ar fresco cujo cheiro me é tão característico, tirei a barriga de misérias de camaradagem, disse olá de sorriso no rosto a toda a gente, bebi uma fresquinha e rumei à Palestina para comer a minha Shoarma, que festa sem Shoarma não é festa. Isto é giro, porque da Palestina fui a Lisboa, cumprir com o meu dever de militante e, saída de lisboa rumei a Viseu. O giro da Festa é isto. Porque Sábado de manhã, cedinho, já com uns pingos de chuva, rumei ao espaço central, vi uma exposição, tomei o pequeno almoço em Odivelas e bebi café no Alentejo, rumei a cuba e bebi um mojito, almocei na China e segui para a Colômbia. Bebi o melhor café da festa ali. Dei dois dedos de conversa com Camaradas amigos que não via, talvez, desde a ultima, caminhei por Viana e cheguei a Setúbal. Bebemos Moscatel e comemos tortas de Azeitão, passei pela Marinha e bebi uma imperial (água que é bom, está quieto... mas a vida são dois dias e... o resto vocês já sabem). Fui ao palco e pulei com Diabo na Cruz, segui até Lisboa e fiz a minha parte. Saí e jantei por ali mesmo, que a chuva fascista já se fazia sentir e bem. Mas molha por molha, amanhã e outro dia e, como dizemos, chuva fascista não arreda comunista, seguimos até aos Lombinhos, onde cheira a crepes de chocolate. Abrigados da chuva bebemos da garrafa de branco fresquinha que alguém comprou no Oeste. Descemos até ao 1.º de Maio para Legendary Tigerman (cruxifiquem-me, mas não gosto. A única música dele que me diz alguma coisa foi aquela com que abriu o concerto. Chato, chato, chato).

 

Encharcada até aos ossos, com all stars prontos a aterrar no caixote do lixo mais próximo e a festa a fechar, ainda encontramos um grupo cheio de batuques e música, que embalou a última garrafa - ginja. E a Festa é uma alegria. Dormir para o último dia, na certeza de não ter tido, nos últimos anos, uma festa tão animada. Acordar depois de chuvas mil, pequenos almoços no alentejo, almoço em Évora com os avós, preparar a abalada, fazer o último serviço, acabar no concerto de Buraka, beber a última imperial no Café Concerto, sentada na relva, já com saudades. Voltar a casa e perguntar ao Grande Marx porque raio tenho de me levantar amanhã.

 

Segunda de manhã, entro no meu Facebook e tenho um pedido de amizade e uma mensagem do m-R, da m-M, a convidar-me para o jantar surpresa que lhe estava a preparar para o dia seguinte, o seu aniversário. Claroooo que nem pensei duas vezes, e na terça feira, um bocado mais tarde do que era suposto (fui a última a chegar, sou a pior), lá estava no Metro à espera que ele me fosse buscar! Foi muito bom partilhar aquele dia com ela, e é só altamente gratificante ver as grandes amizades que estas coisas dos blogs nos trazem. O jantar estava di-vi-nal, e aconselho seriamente toda a gente a experimentar o raio do indiano de Carnide. 

 

Ainda assim, devo à Maria um café, que ainda não foi marcado porque, também, o tempo não tem ajudado.

 

Na festa, Sábado, tive o maior problema logístico que um caixa de óculos pode ter - chuva. Muita, muita chuvinha! E eu tive que optar - tirei os óculos, não via nada. Decidi que estava na hora de, mais uma vez, tentar as lentes de contacto. Marquei consulta na MultiOpticas (passe a publicidade) e fui testar as ditas, muito a medo. Na última vez que tentei, ainda na Santa Terrinha, a senhora lá do sítio esteve meia hora a tentar pô-las, até que desistiu. Eu, em casa, tentei umas quantas vezes... desisti também. Desta vez, a coisa até que se deu bem. A senhora pô-las à primeira, testei-as durante a tarde de Sexta, voltei lá depois do trabalho, e decidi levar a coisa Avante (adoroooo). Segui com o melhor amigo até à Avenida da Liberdade, a pé e na galhofa, com um café pelo meio, para comprar bilhetes para mim e para o namorado para a sessão dupla do Motelx, à meia noite de sexta, e depois andei por Lisboa a matar saudades e a curtir a falta do peso dos óculos no nariz. Até que chegada ao S. Jorge, no fim do primeiro filme, uma impressão no olho direito me leva a coçá-lo e a ficar com a lente na mão. Eu. Ali. Mão estendida. Lente na palma da mão. Tudo escuro. Pitosga de um olho. Vontade de rir até à morte. Sem intervalo. Com os apetrechos todos no carro. resolvi, inexperiente (só tinha posto a lente uma vez, e foi sexta à tarde... e acho que só a pu por sorte!) tentar a coisa na casa de banho, mas havia uma fila gigante e senti-me pressionada. Lá pedi a chave do carro, o moço foi para dentro e eu caminhei meia avenida para tratar da situação = tirar a lente do olho esquerdo e trazer os óculos. Já no carro, penso cá para mim "ora vamos lá tentar a coisa com calma, que consegues por esta merda!". Começo a ajustar o retrovisor quando ouço um clack e fico com o dito na mão. Penso "Já me lixei, com F! Ele vai matar-me!!". Ora, meia hora para pôr o espelho, desisti imediatamente da ideia de pôr a lente, portanto poupei quinze minutos e outros quinze perdi a tirar a lente do olho esquerdo... Lá voltei para o cinema de óculos.

 

Sábado, levanto-me e penso - tenho que por aquela porra. Comunico a minha decisão ao namorado que prontamente me diz: "que mariquice!! é só pôr o dedo no olho e pronto!" Só que não é, e ele não sabe. Adiante, tento e tento e tento e pimba, cai a lente. Apanho a dita e volto a tentar e ela cai para não mais ser encontrada... Paciência. Mas também não. Domingo, enquanto fazia limpeza, o que é que eu encontro sugadito no lavatório??? A dita da lente - e sim, é sempre a do olho Direito. 

 

Voltei a tentar hoje de manhã, afinal chovia e foi precisamente para estas situações que as fui buscar. E digo-vos, só cheguei meia hora atrasada ao trabalho. Sem óculos!!!

 

Entretanto, tenho uma coisinha para vos perguntar. Agora que já não sou caixa de óculos (ahahah) posso voltar a usar rimel diariamente. "Ah, que estupidez, J.B.! Tu podias!!", pois podia, mas eu tenho uns pestanões que não justificam muito rímel. E se eu pusesse, com óculos, as pestanas levavam a vida a prender nas lentes. E só usava transparente porque, pronto, se assim não fosse tinha as ditas lentes todas cagadas de preto. Por isso, e já que não ganhei o desafio da Quadrada!!! (minha cara, nem uma cunha :P) pergunto - já alguém usou aquela máscara toda XPTO Miss Manga da L'Oreal?

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