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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

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O Universo está tontinho...

Não tenho noção da idade que tenho.

Esta semana o universo atirou-me mais um teste. Quer dizer, tendo em conta o que é, está mais para prova global do que para Teste. Há muitos, muitos anos atrás, quando o mIRC e o MSN ainda eram uma cena, conheci uma pessoa. Conhecemo-nos e apaixonámo-nos ou qualquer coisa desse género.

Ele era de longe, por isso íamos passando fins-de-semana juntos, lá ou cá. Arranjávamos maneira. Mas, como todas as relações da minha vida, that one went to waste too. Nunca mais falámos. A última vez que o vi tinha uns 17 anos, quando ele foi operado ao apêndice e eu lhe apareci em casa para o visitar.

O universo atirou-me essa pessoa outra vez. Achou, lá na sua conspiração cósmica, que devíamos falar outra vez. Não falávamos há anos. Não nos vemos há anos. Mas cá está ele, uma vida depois. Fazendo bem as contas, dezasseis anos depois. E perceber que tenho memórias com alguém de há dezasseis anos atrás é assustador. Como assim? Como não sou eu que tenho dezasseis anos?!

De qualquer forma, nos últimos meses todos os ex-namorados reapareceram. Uns mais resolvidos, outros resolvidos ainda assim... 

Na altura em que eu e esta criatura ressuscitada acabámos, eu andava a ler os livros do Paulo Coelho. Nessa altura em particular, li o Zahir. O que mais me interessou no livro foi o conceito de Zahir e, se aos trinta sou uma romântica incurável, imaginem lá o que seria com quinze anos. O Zahir é algo que, uma vez tocado ou visto, jamais é esquecido. E foi este conceito que ficou absolutamente ligado à criatura que agora renasce das cinzas, até eu o esquecer e provar ao meu eu com quinze anos que aquele não seria o meu Zahir.       

Para além do susto de perceber que tenho histórias com pessoas que duram há uma vida, foi engraçado perceber o rumo que a vida dele levou. Está casado, tem um filho, diz que envelheceu e que eu continuo igual. E em parte isso até é real, mas apenas porque fomos fazendo escolhas diferentes na nossa vida. Ou não foi uma escolha?

A verdade é que nenhuma das relações que tive anteriormente me deu segurança suficiente para pensar em assentar e ter filhos. Ando a conhecer as pessoas erradas, ou faz parte da vida? Mesmo com a pessoa que mais me partiu o coração – e agora, quase 10 anos depois, percebo que pela forma como me tratou e não exatamente pelo amor que lhe tinha – não me lembro de sonhar com o futuro e imaginar uma vida a dois e com descendências.

E sim, acho que até quero essa vida. Ou a hipótese de a sonhar com alguém. Enquanto falava com o renascido (bare with me) falávamos disso, da vida dele de casado e da minha vida de lonely wolf. Cheguei à conclusão que nunca estamos bem, a relva é mesmo sempre mais verde no quintal do vizinho. Os que estão com alguém invejam a vida de solteiro de quem não tem que dar satisfações a ninguém que não seja ele próprio. Os que estão sozinhos invejam a companhia de alguém nas tardes de domingo. É assim desde o início dos tempos, e vai ser sempre. E eu? Partilho dessa invejazinha boa, de ter quem partilhe as panquecas comigo. Acredito que essa pessoa ande por aí. Talvez já a conheça, talvez não. O que sei, hoje, é que pode não ser quem eu quero muito que seja. Porque, às vezes, aquilo que queremos não é o que precisamos.

Deus, já não tenho mesmo dezasseisanos. Para onde foi o tempo?!

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