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O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

O Manifesto da Garota

"Desabafos resultados de fraquezas", música, politiquices, opiniões gratuitas e posts sem conteúdo. Acima de tudo, vida, muita vida!

Vamos a um cronograma capilar?

O meu cabelo, como o de todos, é imagem de marca. Normalmente pela irreverência - já viu tantas cores que faria inveja a um papagaio - e depois porque está constantemente despenteado. 

De tanta maldade que lhe fiz, ele agora está fraquinho. Quebradiço, sem corpo, baço... com resquícios da última descoloração.

Há uns tempos decidi que não lhe faria mais nada (embora entretanto já tenha tido várias ideias), mas a verdade é que já não me lembrava da minha cor natural e isso estava a chatear-me. Diz que a nossa cor natural é a que melhor nos acenta, não é verdade? Com isto em mente e muita frustração pelo aspecto descuidado, ande a pesquisar aquilo que já muita gente conhece e fez - o cronograma capilar. Quanto mais lia, mais dúvidas tinha. Deixei a ideia de parte, mas apenas até começar a ouvir falar de programas no poo e low poo, de ver alguns resultados e experiências no instagram. Voltei à pesquisa. Falei com a m-M, que isto para mim é tudo chinês, e pesquisei uma forma fácil de começar. Encontrei a Real Natura, uma marca portuguesa (minha vizinha), com produtos de cosmética naturais, cruelty free e sem tóxicos, que tem precisamente um Kit de Cronograma capilar, com a máscara de hidratação, nutrição e reconstrução em dois formatos - 200ml e 1kg!

Encontrei à venda na Pluricosmética, com preços apetitosos, (comprei o formato 200ml porque não sabia como é que o cabelo ia reagir) e não foi tarde nem cedo! Ontem cheguei a casa e lancei-me ao projecto (descarreguei uma app e tudo, para verem como vou levar isto a sério!).

Dia 01 foi dia de máscara de hidratação. A primeira diferença que notei (eu que praticamente só uso produtos de supermercado), foi a textura da máscara, muito mais densa, e o conforto que senti assim que a pus no cabelo. Estou muito curiosa pelos efeitos que este projecto possa ter na minha melena, por isso, assim que terminar  a coisa (10 de abril, segundo a minha app), volto a passar por aqui, para vos contar como foi.

 

Telegrama #79

Em conversa com uma amiga que está a tentar ganhar coragem para sair de uma relação que tem tudo para se tornar abusiva, dizia-lhe que ela não estava sozinha. Mas a verdade é que, em última instância, no fim do dia, chegamos a casa e estamos sós, e temos que ser nós a enfrentar os nossos demónios.

Há um limite para o que os amigos podem fazer por nós. Ainda esta semana dois amigos me davam opiniões muito distintas sobre atitudes a ter perante a história de desamor contemporâneo em que habito, mas a verdade é que, no fim da noite, quem decide sou eu.

Ainda assim, o apoio que nos dão pode ser motor para nos ajudar a tomar uma decisão difícil na nossa vida. Devemos apoiar-nos nos nossos amigos e na força que eles nos dão para avançar com decisões determinantes da nossa vida.

Dos atlas de imagens e de Casa

Acredito que as coisas acontecem por uma razão. Ou quero acreditar porque, na verdade, isso ajudaria a lidar com todas as frustrações. Num deslize percebi que estás, finalmente, a fazer o teu atlas de imagens. Fiquei feliz, lembrei-me de quando me falaste dessa ideia, num qualquer momento em que me apaixonei mais um bocadinho. E depois bateu aquela tristeza do afastamento e de já não partilharmos opiniões, ideias, paixões e sonhos. Pronúncio de fim (como assim, pronúncio?).

Sábado foi um mal necessário. Um concerto de Nerve que, em mim, és tu, Casa, invariavelmente, sonhos e lágrimas e sorrisos e copos de vinho e sushi e gargalhadas, no teu espaço, contigo e sem ti ao mesmo tempo. A incerteza do reencontro que se transformou na certeza da morte da magia. E mais, na certeza de que ainda te sinto tanta falta e ainda me és paz, e que está na hora de te deixar morrer, em mim.

Estás em ruínas. Os tacos do chão levantados, fendas nas paredes, metade do tecto caído. Mas ainda havia um raio de sol a entrar pela janela, que resplandecia nas películas de pó próprias das casas abandonadas. Quando cheguei a ti-Casa, no Sábado, tinhas fechado tudo. Sete chaves e mais cadeados. O sol não raiava em lado nenhum e estava um gelo que doía.

Esta Casa já não é minha. Na verdade nunca foi. Sonhei com ela e com as paredes decoradas de música e livros. Mas nunca a habitei, verdadeiramente. Foi como despertar. E foi isso que me aconteceu nessa noite, pós-tudo. Despertei. Cedo, de madrugada mesmo. Com o coração em pedaços (ou nunca tão uno como nesse momento, em que me doía de aperto), e a única coisa que me saiu dos lábios foi "morreu". 

Aos 31...

Sais do metro e cheira-te a bolas de berlim fresquinhas, acabadas de fazer. Começas a salivar e buscas a fonte de tal odor. Mas depois lembras-te das promessas que te vens fazendo, e que tens um pãozinho de banana e farinha de côco igualmente gostoso - e muito menos calórico e mais barato - na tua marmita, e segues caminho.

Agora estou aqui, a comer pão de banana e a sonhar com o creme da bola de berlim.

Pessoas deste mundo...

Pessoa vai sair e conhece criatura. A coisa parece interessante, falam, trocam números de telefone, criatura cola-se a um concerto, convida-te para jantar.

Tudo bem.

Dia seguinte criatura, sabendo que tens que sair de casa para uma reunião, "mói-te os fígados" para um café rápido. Vence-te pelo cansaço (que é absoluto) e lá vais, em esforço. E percebes que tudo é esforço e que não há conversa fluída. Atribuis o facto ao teu estado de saúde mental.

Mas chegas a casa e criatura continua a inundar-te de mensagens, a forçar conversa quando só queres estar sossegada. Vais gerindo respostas com um compromisso, para contigo, de não te boicotares, de não te fechares, de teres mesmo que mudar de Casa.

Entretanto dás o toque da "calma na alma", do deixa fluir... que não funcionou. Sou bombardeada com mensagens e cenas absurdas tipo "o que é que mais gostas e menos gostas numa pessoa?!" - hello!!!

Fui tentando, sempre com o não te boicotes e dá uma oportunidade, mas hoje não aguentei mais.

Malta, ninguém conhece ninguém a fazer 50.000 perguntas por hora. Aliás, só afastam a criatura. Por favor, tenham calma. Não achem que a pessoa viu a mensagem e ignorou, pode apenas não poder dar resposta no imediato.

Tenham calma, deixem fluir.

O meu ex é louco

E não, amores desta vida, não digo isto em exagero. É mesmo. Contextualizo: acabámos em 2011, portanto, há oiti anos atrás, e não foi propriamente a coisa mais fácil do mundo para mim, que tentei até à exaustão resolver as coisas. Mas ele não quis e eu segui a minha vida e vim para Lisboa e pronto. The end. Só que não.

Há oito anos comecei a receber mensagens em branco. Ignorei mas a coisa manteve-se insistente. Há uns dois anos atrás o pai dele faleceu e eu fui ao funeral. Achei que, no estado em que ele estava, nem se tinha apercebido da minha presença, mas enganei-me e, a partir daí as mensagens passaram a ter conteúdo. O ano passado, depois de muito me chatear, disse, em abril que não lhe voltaria a responder. E assim foi, até este sábado. Desde o início do ano até agora tenho recebido mensagens quase diarimente e no sábado à noite foi a gota de água. No instagram segue, dessegue, volta a seguir, faz gostos nas fotos para tirar logo depois, enfim. Psico killer!

Adicionei o número à lista de assédio mas, mesmo assim, continuo a receber notificações das mensagens. Sabem como posso apagar esta criatura da minha vida?

 

 

Desta coisa de ser crescido, não se faz sozinho | Ajudem-me (Episódio II)

Comprometer-me comigo não passou só pela história dos cuidados de pele nhó-nhós. Nada disso. Tem sido um conjunto de decisões.

Hoje falamos de exercício físico, de "mexe o bum bum tan tan" (isto foi uma coisa que ouvi há uns tempos e, como toda a música bosta, colou...). Ando há anos a querer voltar a praticar algum tipo de desporto, por vários motivos mas, essencialmente, porque tenho uma vida mega agitada (a dar uma de socialite) e, ainda assim, extremamente sedentária, porque a minha agitação se resume a trabalho e tarefas político-partidárias que envolvem montes de reuniões de não sei quantas mil horas. Além disso, queixo-me sempre que nunca tenho tempo para mim e acho que se começar a bater com os costados no ginásio três vezes por semana, já é um bom princípio. A cereja no topo do bolo? Ginásio a dois passos do local de trabalho.

A data de início tá marcada, os looks (isto de ser mulher........) estão estudados, mas ando aqui um bocadito à nora com uma coisa. Eu não faço ginásio há anos e não faço a mínima ideia do que posso fazer, do que é adequado para mim e para os meus objectivos. Então tenho pensado que talvez não seja má ideia um PT para me dar algum acompanhamento e me guiar nas primeiras semanas da minha jornada. 

Sigo alguns no instagram (quem não?), e vejo feedbacks óptimos. Tenho alguns orçamentos, já. Mas queria a vossa opinião sobre o tema. O que é que são preços normais, para eu saber se não me estão a cobrar este mundo e o outro? Vale a pena o acompanhamento? Quanto tempo? 

Acudam lá a cachopa, e obrigaditxa, desde já.